terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Kantō e meu ponto de origem

O terremoto aconteceu em primeiro de setembro de 1923, dois minutos para meio-dia. Era hora do almoço num país onde a hora do almoço é respeitada, e por esta razão os fogões de lenha estavam todos acesos quando começou o tremor, provocando um grande incêndio que se espalhou rapidamente pela cidade de Tóquio e arredores. Registre-se o fato de que naquela época as casas eram altamente inflamáveis, feitas de madeira com chão de tatame, e como tragédia pouca é bobagem, um tufão na região de Ishikawa causou ventos fortíssimos que ajudaram a espalhar mais ainda o fogo. Na escala Richter, o terremoto Kantō teve magnitude de 7,9 e causou a morte de aproximadamente 143 mil pessoas, números só superados no ano passado pelo terremoto Tōhoku.

Meus bisavós sobreviveram ao Kantō porque se abrigaram junto aos bambus, que supostamente têm raízes fortes o suficiente para resistir a um terremoto. Porque perderam tudo, foram pro Brasil; e por essas e por outras é que eu estou aqui, existindo.

Quem me contou essa história foi a minha saudosa obachan, minha vovó Yoneko Kimura née Mori, que estava na barriga da minha bisavó quando tudo isso aconteceu. Embora nunca tenha estado no Japão – exceto quando era um feto, mas aí acho que não conta – ela era uma japonesa de verdade. De coração, de sangue, de cultura. Falava do Japão com uma admiração e um conhecimento como se lá tivesse morado a vida inteira.

Foi por causa dela que eu coloquei a visita ao desconhecido Kanto Earthquake Memorial Museum como prioridade da minha ida a Tóquio. É um museu razoavelmente simples, de dois andares, onde objetos queimados, gráficos técnicos, desenhos, pinturas, fotos e cartazes de ajuda humanitária se misturam para contar a caótica história do grande drama japonês do começo do século. Fiquei um bom tempo por lá olhando tudo, pensando que, quem sabe, alguns daqueles destroços de objetos pudessem ter pertencido aos meus bisavós, ou que eles pudessem estar naquelas fotos tão desbotadas mas tão expressivas. E fui chorando pelos corredores vazios, sem saber muito bem o porquê de toda aquela memorabilia ter me deixado tão triste, já que pros meus tudo acabou bem. Apesar de tudo, eles sobreviveram e foram popular a colônia japonesa no Brasil.

Aí eu entendi, porque era muito claro.

Eu estava chorando pela minha obachan. Queria que ela tivesse realizado o sonho de conhecer a sua terra de origem antes de falecer num leito do INCA em greve há alguns anos atrás. Mas a vida nem sempre é justa, como ela mesma já sabia desde antes de nascer.






quarta-feira, 20 de abril de 2011

A BIC quatro cores de todas as matérias

Há mais de quarenta anos frequentando salas de aula do mundo inteiro, a BIC quatro cores virou um ícone. Apesar de algumas piadas conspiratórias jurarem que as canetas da marca são radares alienígenas – estariam por toda parte mesmo sem fazer propaganda e desapareceriam sempre antes da carga acabar –, não é difícil entender o porquê de tanta popularidade: são produtos de qualidade, com boa distribuição e preço baixo.

E, teorias malucas à parte, a empresa bem que tem anunciado bastante por aí. Olha, por exemplo, que bacana a campanha "Le Bic quatre couleurs de toutes les matières" que a agência francesa Toy fez para a BIC quatro cores:

Anglais: Les verbes irréguliers
(Inglês: Os verbos irregulares)

Philosophie: Freud
(Filosofia: Freud)

Education Civique: Liberté, Egalité, Fraternité
(Educação Cívica: Liberdade, Igualdade, Fraternidade)

Physique: La conquête de l'espace
(Física: A conquista do espaço)

SVT (Sciences de la vie et de la Terre): La dissection
(Ciências da vida e da Terra: A dissecção)

Economie: La crise de 1929
(Economia: A crise de 1929)

Histoire: La crise de Cuba
(História: A crise dos mísseis de Cuba)

Littérature: Stendhal
(Literatura: Stendhal, autor de "O Vermelho e o Negro")

domingo, 20 de março de 2011

Super lua em Paris?

Já era o fim da noite, mas a lua continuava bonita.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Anagramas do metrô de Paris

Parece que a brincadeira começou nesse site, que tem mapas de metrôs de várias cidades com os nomes das estações em anagrama. Aí esse cara aqui percebeu que faltava o de Paris e fez a sua própria releitura do métropolitain.


Abbesses = Bébés à SS
Aéroport Charles de Gaulle = Télécharge alors la poudre
Alésia = À l'aise
Alexandre Dumas = Ramadans de luxe
Alfort - École Vétérinaire = La Forêt Noire élévatrice
Alma Marceau = Âme au calmar
Anatole France = La farce étonna
Antony = Not any
Anvers = Navrés
Arcueil - Cachan = Ce chacal urina
Argenteuil = Élu gratiné
Argentine = Net ignare
Arts et Métiers = Arme est triste
Asnières-Gennevilliers = Ensevelir sans lingerie
Asnières-sur-Seine = À insérer en Suisse
Assemblée Nationale = L'os à baleine s'entame
Auber = À bure
Aubervilliers - Pantin - Quatre Chemins = Un livre s'inscrira alphabétiquement
Auguste Delaune = Une dague les tua
Avenue du Président Kennedy = Yankee prétendu venu d'Indes
Avenue Émile Zola = Louez à main levée
Avenue Foch = Facho en vue
Avenue Henri Martin = Humain à réinventer
Avron = Varon
Bagneux = Eux ? Bang !
Balard = L'brada
Barbès Rochechouart = Bachoter sa brochure
Basilique de Saint-Denis = Bassin de tisane liquide
Bastille = À billets
Bécon-les-Bruyères = Y célèbre son rébus
Bel Air = Libéra
Belleville = Le vil lebel
Belvédère = Rêve de blé
Bérault = Brutale
Bercy = Bryce
Bibliothèque François Mitterrand = Fier, l'errant don Quichotte s'imbiba
Billancourt = Cou brillant
Bir Hakeim = Haïk brimé
Blanche = Eh ! l'banc
Bobigny - Pablo Picasso = Polycopions big babas
Bobigny - Pantin - Raymond Queneau = Bye-bye, parangon du mini-quanton
Bois Colombes = Cosmos bilobé
Boissière = Boiseries
Boissy-Saint-Léger = Broya ses lignites
Bolivar = Vrai bol
Bonne Nouvelle = Un noble envolé
Botzaris = Sot zarbi
Boucicaut = Tic au bouc
Boulainvilliers = Vil soleil urbain
Boulevard Victor = Avril vu d'octobre
Boulogne - Jean Jaurès = J'élabore un joug nase
Boulogne - Pont de Saint-Cloud = Découpons le bandit glouton
Bourg-la-Reine = Le baron guéri
Bourse = Éros bu
Brancion = Banc noir
Bréguet Sabin = Beignets à bru
Brimborion = Mr Bobinoir
Brochant = Bronchât
Buttes Chaumont = Mot abstenu, chut !
Buzenval = Bavez nul
Cadet = D'acte
Cambronne = Ce nom : bran
Campo Formio = I am from Coop
Cardinal Lemoine = Local amérindien
Carrefour Pleyel = Elfe procura lyre
CDG = GCD
Censier Daubenton = Nuancier de bontés
Cergy = Y grec
Champ de Mars - Tour Eiffel = L'effaré prudhomme à tics
Champs Élysées - Clemenceau = Lycées en échec pas mal émus
Chardon Lagache = L'archange ad hoc
Charenton - Écoles = Rênes en chocolat
Charles De Gaulle - Étoile = Soleil adulé téléchargé
Charles Michels = Harmless cliché
Charonne = Cher ânon
Château d'eau = Haute audace
Château de Versailles = Cathédrales aveulies
Château de Vincennes = Suivant en déchéance
Château Landon = La cohue d'antan
Château Rouge = Ta roue gauche
Châtelet - Les Halles = Le leste schah létal
Châtelet = Thé lacté
Châtillon Montrouge = L'homologuant crétin
Chaussée d'Antin - La Fayette = Un fâché dessina ta layette
Chaville - Vélizy = Lavez l'île Vichy
Chelles Gournay = Loge à lyncheurs
Chemin Vert = Cher mi-vent
Chevaleret = L'être vache
Cimetière de Saint-Denis = Ce niais de déterministe
Cité = Cet i
Cité Universitaire = Vicieuse irritante
Clamart = L'arc mat
Clichy Levallois = Sylve, choc lilial
Cluny - La Sorbonne = Brûlons-y le canon
Colonel Fabien = Le néon bifocal
Commerce = Même croc
Concorde = Ce condor
Convention = Vin connoté
Corentin Cariou = Cet urinoir à con
Corentin Celton = Le troc innocent
Corvisart = Vrac sorti
Cosmonautes = On se costuma
Cour Saint-Émilion = Mon atour sicilien
Courbevoie = Boire, ô cuve !
Courcelles = Sucre collé
Couronnes = Un con rose
Créteil - L'Échat = Halte, lectrice !
Créteil Préfecture = Le recteur réceptif
Créteil Université = Lieu sec interverti
Crimée = Mère-ci
Croix de Chavaux = Cracha dix voeux
Danton = Ton ADN
Danube = Ban du E
Daumesnil = Le nu admis
Denfert Rochereau = On rature derechef
Desnouettes = Doute et sens
Didot = Dit d'O.
Dourdan = Du radon
Drancy - Avenir = Any driven car
Dugommier = Mime gourd
Dupleix = Du pixel
Duroc = Ru d'oc
École Militaire = Rocaille imitée
Edgar Quinet = Dent qui rage
Église d'Auteuil = La ligue séduite
Église de Pantin = Panel indigeste
Escadrille Normandie-Niémen = Cri dans le modèle riemannien
Esplanade de La Défense = Fade spleen à dédaléens
Étienne Marcel = Mécène ralenti
Europe = Ô épure !
Exelmans = L'examen S
Faidherbe - Chaligny = Ciel afghan hybride
Falguière = Il a refuge
Félix Faure = Faux relief
Filles du Calvaire = Clefs au vieillard
Fort d'Aubervilliers = Frais bordel virtuel
Franklin D. Roosevelt = Vins, ardent folklore
Funiculaire de Montmartre = L'auditeur forcément marin
Gabriel Péri - Asnières - Gennevilliers = L'ange ne vise l'irrespirable singerie
Gabriel Péri = L'âpre gibier
Gaîté = Agité
Gallieni = Il aligne
Gambetta = Tag me bat
Gare d'Austerlitz = Les gaz du traître
Gare de l'Est = Désert égal
Gare de Lyon = On y dérégla
Gare de Saint-Denis = Singer en dadaïste
Gare du Nord = Ô dur danger !
Gare Montparnasse = Mon étranger passa
Gare Saint-Lazare = L'artisane gazera
Garibaldi = Big radial
Gaston Roulaud = Alors du nougat
Gentilly = Let lying
George V = Over egg
Georges Brassens = Borgnes agressés
Glacière = Le cigare
Goncourt = Truc no-go
Grande Arche de La Défense = Fard de gala en déshérence
Grands Boulevards = Survol de bagnards
Guy Môquet = Goy qu'émut
Haussmann - Saint-Lazare = Nul zen s'aima harassant
Havre Caumartin = Un art me chavira
Hoche = Écho H
Hôpital Avicenne = Antivol à péniche
Hôpital Delafontaine = Ton allopathie de naïf
Hôtel de Ville = Édith le Vello
Hôtel de Ville de Bobigny = Le diligent hobby de vélo
Hôtel de Ville de La Courneuve = Révolte d'andouille chevelue
Iéna = Aine
Invalides = Le divin as
Issy - Val de Seine = Sylvie a dessiné
Issy = Y sis
Ivry-sur-Seine = Y servir usine
Jacques Bonsergent = Générons qu'abjects
Jacques-Henri Lartigue = Juriste archangélique
Jasmin = J'an mis
Jaurès = Jaseur
Javel - André Citroën = Joli canard éventré
Javel = J'lave
Jean Moulin = Jeu nominal
Jean Rostand = Jetons d'anar
Jourdain = D'or jauni
Jules Joffrin = J'siffle juron
Jussieu = Jeu suis
Kléber = Le berk
La Chapelle = La clé : aleph
La Courneuve - 6 Routes = On va écouler 6 tueurs
La Courneuve - 8 Mai 1945 = 98 à 145 : ce numéro lui va
La Courneuve - Aubervilliers = Leur vocabulaire universel
La Défense = Elfe danse
La Ferme = Me rafle
La Fourche = Ah ce fluor !
La Garenne-Colombes = Mon agréable enclos
La Motte Picquet - Grenelle = L'allergique et compétent
La Muette = Amulette
La Plaine - Stade de France = Cas de la finale perdante
La Tour Maubourg = Bru goûta l'amour
Lamarck Caulaincourt = Un cocktail à mac rural
Laplace = Lac pâle
Laumière = Il a remué
Le Bourget = Trou belge
Le Kremlin - Bicêtre = Bêlèrent limerick
Le Peletier = Il le répète
Le Vert de Maisons = Mains de révoltés
Ledru Rollin = Drille-luron
Les Agnettes = Étangs et sel
Les Ardoines = Dos arlésien
Les Coteaux = Le sou exact
Les Courtilles = Socle illustre
Les Gobelins = Le SS ignoble
Les Grésillons = Sillons légers
Les Halles = Less a hell
Les Milons = Mille sons
Les Moulineaux = Lieu aux melons
Les Sablons = Ses ballons
Les Vallées = Lave-selles
Libération = Bétail noir
Liberté = Bélître
Liège = I gèle
Louis Blanc = Cul albinos
Louise Michel = Ce sol humilié
Lourmel = L'orme lu
Louvre Rivoli = Le vil ouvroir
Luxembourg = Log brumeux
Mabillon = Bilan mol
Madeleine = Aime l'Éden
Magenta = Ange mat
Mairie d'Issy = Myriade, si si !
Mairie d'Ivry = Midi y arrive
Mairie de Clichy = Hémicycle raidi
Mairie de Montreuil = Démolirait une rime
Mairie de Saint-Ouen = Initia son émeraude
Mairie des Lilas = Iris à médailles
Maison Blanche = La machine snob
Maisons-Alfort - Alfortville = Me voilà, trolls affriolants !
Maisons-Alfort Les Juilliottes = Fais joli et sors l'émoustillant
Maisons-Alfort Stade = Triste flan sadomaso
Malakoff - Plateau de Vanves = Le volapük de savant affamé
Malakoff - Rue Étienne Dolet = Kilomètre affolant de nuée
Malesherbes = Harem blessé
Malesherbes = Le bas Hermès (há duas estrações Malesherbes no mapa)
Maraîchers = Si chamarré
Marcadet Poissonniers = Sacré nom d'espoir saint
Marcel Sembat = L'as Camembert
Marché de Saint-Denis = Machine de tisserand
Marne-la-Vallée = Marelle navale
Marx Dormoy = Ma ROM d'oryx
Massy-Palaiseau = L'apaisé s'y amusa
Maubert Mutualité = Ultimatum a rebuté
Maurice Lachâtre = Cauchemar altier
Melun = Lumen
Ménilmontant = Mâtin, l'menton !
Meudon - Val-Fleury = Mufle royal vendu
Meudon = Un dôme
Meudon-sur-Seine = Un soin démesuré
Michel Bizot = Le zombi chti
Michel-Ange Auteuil = Le chaumage inutile
Michel-Ange Molitor = Allochtone immigré
Mirabeau = Baie à mur
Miromesnil = L'immersion
Mitry - Claye = My literacy
Monceau = On écuma
Montgallet = Mol tel gant
Montparnasse Bienvenüe = Repas subventionné, amen !
Montsouris = Sois un mort
Mouton Duvernet = Ton moteur vendu
Musée d'Orsay = Mur à Odyssée
Musée de Sèvres = Semeuse de vers
Nation = Ô nanti !
Nationale = On t'aliéna
Neuilly - Porte Maillot = Le limiteur polytonal
Noisy-le-Sec = Sois lycéen
Notre Dame de Lorette = Mon odelette retarde
Notre-Dame des Champs = Chantre des pommades
Oberkampf = Prof. Bekam
Odéon = Ode nô
Olympiades = Idole sympa
Opéra = Apéro
Orly = L'roy
Orly Ouest = Soûl y rote
Orly Sud = Or du lys
Orry-la-Ville - Coye = Y avoir le collyre
Ourcq = Cour Q
Palais Royal - Musée du Louvre = Aussi pur amour de la voyelle
Pantin = In pant
Parc de Saint-Cloud = Désaccord nuptial
Parcs Disneyland = Cyprins là-dedans
Parmentier = Pire en tram
Passy = Sa psy
Pasteur = Pas tuer
Pelleport = Pépé Troll
Père Lachaise = Sa chapelière
Pereire - Levallois = Vélo à serpillière
Pereire = Pire ère
Pernety = N'y prête
Petit Noisy = Pis, ton yéti
Philippe Auguste = Huppe à pugiliste
Picpus = Pic sup'
Pierre Curie = Ce pire rieur
Pigalle = Pillage
Place d'Italie = Dialecte pâli
Place de Clichy = Chic l'y déplace
Place des Fêtes = Pacte des elfes
Place Monge = Mange-clope
Plaisance = À calepins
Poissonnière = Roi s'espionne
Poissy = Ô si psy !
Pont Cardinet = Petit connard
Pont de Bondy = Ton body pend
Pont de l'Alma = Pot allemand
Pont de Levallois - Becon = Le pot-de-vin consolable
Pont de Neuilly = Un pylône de lit
Pont de Sèvres = Ponte des vers
Pont du Garigliano = Parodiant guignol
Pont Marie = Ne rompait
Pont Neuf = Often pun
Pontoise = Sot opine
Port Royal = Tory polar
Porte d'Auteuil = L'autorité dupe
Porte d'Italie = Il te doperait
Porte d'Ivry = Trop y vider
Porte d'Orléans = Le sot répondra
Porte Dauphine = Pendu atrophié
Porte de Bagnolet = Protège ta blonde
Porte de Champerret = Proprette de charme
Porte de Charenton = Encadrèrent photo
Porte de Choisy = Dose hypocrite
Porte de Clichy = Clé d'hypocrite
Porte de Clignancourt = Plan d'égout incorrect
Porte de la Chapelle = Le pédé phallocrate
Porte de la Villette = Lopette vétillarde
Porte de Montreuil = Préméditer un loto
Porte de Pantin = Piéton perdant
Porte de Saint-Cloud = Ce tordu désopilant
Porte de Saint-Ouen = Réunion postdatée
Porte de Vanves = Vont dépravées
Porte de Versailles = La révolte des pires
Porte de Vincennes = Et devenons prince
Porte des Lilas = Le spot sidéral
Porte Dorée = Trop érodée
Porte Maillot = La mort pilote
Poterne des Peupliers = Un lépidoptère pressé
Pré Saint-Gervais = Sapin et graviers
Puteaux = Taux pue
Pyramides = Psy admiré
Pyrénées = Y repense
Quai de la Gare = Éradiqua l'âge
Quai de la Rapée = La Pâque radiée
Quatre Septembre = M'ébattre presque
Rambuteau = Bureau mat
Ranelagh = Le hangar
Raspail = Spirala
Réaumur Sebastopol = Pousser le marabout
Rennes = Sr Nene
République = Que publier ?
Reuilly-Diderot = Routier d'idylle
Richard Lenoir = Lord à enrichir
Richelieu Drouot = Huître de couloir
Riquet = Trique
Robespierre = Respire, orbe !
Robinson = Bon, rions !
Rome = Orme
Rue de la Pompe = Parle du poème
Rue des Boulets - Rue de Montreuil = Désembouteiller un détour rusé
Rue des Boulets = Sud rose et bleu
Rue du Bac = Au bec dur
Rue Saint-Maur = Utérus à marin
Saint-Ambroise = Boîtes à marins
Saint-Augustin = Nuits au gisant
Saint-Denis - Basilique = Sensibilité qui dansa
Saint-Denis - Porte de Paris = Disparition des trépanés
Saint-Denis - Université = Nuit à inviter des seins
Saint-Denis = Tas indiens
Saint-Fargeau = Tu en agrafais
Saint-François Xavier = Voix transafricaines
Saint-Georges = Ségrégations
Saint-Germain des Prés = Garnements à dissiper
Saint-Germain-en-Laye = Magyare stalinienne
Saint-Jacques = J'acquis santé
Saint-Lazare = Asile Tarzan
Saint-Mandé = Néant admis
Saint-Mandé Tourelle = Notre diamant, le seul
Saint-Marcel = Mi-ancestral
Saint-Martin-d'Étampes = Sentiments d'ami à part
Saint-Maur = Tu marinas
Saint-Michel - Notre-Dame = Chastement méridional
Saint-Michel = Il est machin
Saint-Ouen = Satin noué
Saint-Paul = Nu spatial
Saint-Philippe du Roule = Hôpital du pénis puéril
Saint-Placide = Pli à distance
Saint-Quentin-en-Yvelines = Venin qui stylise en néant
Saint-Rémy-lès-Chevreuse = Eh ! ces vers au lyrisme net
Saint-Sébastien - Froissart = Snob sera très insatisfait
Saint-Sulpice = Cuit les pains
Ségur = Grues
Sentier = Rétines
Sèvres Babylone = Y brave noblesse
Sèvres Lecourbe = Lèvres courbées
Simplon = Mon slip
Solferino = Fil sonore
Stade Charléty = Le yacht de star
Stade de France - Saint-Denis = Essai de défi transcendant
Stade Géo André = Sonate de garde
Stalingrad = Lit à grands
Strasbourg Saint-Denis = Gros bandits instaurés
Sully Morland = Roundly small
Suresnes - Longchamp = Plumons ces harengs
Télégraphe = Léger aphte
Temple = M. Le Pet
Ternes = Ne sert
Théâtre Gérard Philipe = Télégraphe parti d'hier
Tolbiac = Lot à bic
Tournan = Un raton
Trinité - D'Estienne d'Orves = Diversité de son Internet
Trocadero = Troc adoré
Tuileries = Réutilisé
Vaneau = Aveu, na !
Vanves-Malakoff = Va ma nef, fol kvas !
Varenne = Ne navre
Vaugirard = Dur à vagir
Vavin = Vin va
Versailles - Chantiers = Ils virent César, hélas !
Versailles - Rive Gauche = Vulgaires chevaleries
Victor Hugo = Couth vigor
Villejuif - Léo Lagrange = Vu filer le joli langage
Villejuif - Louis Aragon = Joli gouvernail à fusil
Villejuif - Paul Vaillant-Couturier = Un air vif lui vrilla la jupe-culotte
Villiers = S'il livre
Vincennes = Vin en cens
Vitry-sur-Seine = Visite nursery
Volontaires = La voterions ?
Voltaire = Traviole
Wagram = War mag'

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vivez la langue

Simplesmente linda a campanha "Live the language" da agência de cursos no exterior EF. Feitos pela produtora sueca Camp David e dirigidos por Gustav Johansson, os filmes mostram a vivência de estudantes em cada uma das cidades através do vocabulário aprendido com essas experiências.


Coloquei aqui o vídeo de Paris, mas tem também os de Barcelona, Londres e Pequim nessa página.

Liberdade, Fraternidade e... Igualdade?

Com a afirmação de que a proibição do casamento homossexual está de acordo com a Constituição, a Justiça francesa confirmou hoje que não, gays não podem se casar. A decisão foi anunciada em resposta a uma ação apresentada por Corinne Cestino e Sophie Hasslauer, duas mulheres que vivem juntas há mais de dez anos sob um contrato denominado PACS. Este regime de união civil, que é aberto a casais heterossexuais e homossexuais, não é tão completo quanto o casamento por não abranger diversos aspectos importantes do direito à sucessão. O casal tem quatro filhos: uma menina de dezesseis anos, que é fruto da união anterior de Corinne, e mais três meninos concebidos através de inseminação artificial na Bélgica.

Corinne, Sophie e seus quatro filhos. Fonte da foto: AFP

No direito francês, o casamento ainda é definido como a união exclusiva entre um homem e uma mulher, mesmo que este conceito já tenha sido revisto em diversos países do mundo. A Corte Constitucional foi evasiva na sua declaração e assim adiou mais uma vez a questão, alegando que cabe ao Legislativo decidir se o texto muda ou não. O Parlamento, por sua vez, não vai querer mexer num assunto espinhoso desses; pelo menos não até a campanha presidencial de 2012, quando possivelmente a questão do casamento gay vai criar uma verdadeira batalha política: embora não dê para generalizar, a esquerda é a favor e a direita é muito, muito contra.

Mas, por enquanto, antes e ao invés de levantar bandeiras por votos, todo mundo está levantando o braço e dizendo: "comigo não tá!". Corinne, Sophie, seus filhos e todas as demais famílias formadas por casais gays na França vão ter que esperar até as eleições para, quem sabe, serem reconhecidas como famílias de verdade. Na França, ao que parece, o direito à igualdade depende da opção sexual.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cerveja Duff dos Simpsons começa a ser vendida na França

Oooyee! A cerveja preferida do Homer Simpson, que já é comercializada na Alemanha, na Bélgica e em alguns países da América Latina, chegou na França.

Na verdade, a Duff da vida real não tem nenhuma ligação com a 20th Century Fox, que só foi obrigada a autorizar a criação do produto porque se esqueceu de registrar a marca e o nome da cerveja fictícia favorita de Springfield. No entanto, a Fox conseguiu um acordo que proíbe a utilização dos personagens do seriado na divulgação, e impôs a condição de que a Duff nunca seja comercializada nos Estados Unidos.

O preço de venda na França gira em torno de 1,50 euros.

Fonte da foto: Saveur Bière

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quem quer uma Birkin a 35 dólares?

Pra que ficar numa lista de espera interminável e desembolsar pelo menos US$ 7.000 pra ter uma Birkin quando se pode comprar uma por US$ 35?


Bem, evidente que não é uma Birkin de verdade, mas uma espécie de simulacro divertido da it bag. Criada pela Thursday Friday, a Together é basicamente uma ecobag estampada com uma foto da famosa bolsa da Hermès. O produto ganhou tanta notoriedade que já tem uma lista de espera de três meses pra comprar uma.

Moda, teu nome é ironia.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sobre o amistoso entre o galo francês e a passista brasileira

O galo contra a passista, entre muitas penas e cores. A campanha publicitária do amistoso Brasil x França criada pela DDB Paris para a Fédération Française de Football, apesar de visualmente interessante, reforça mais uma vez o estereótipo do Brasil como o país da mulher-seminua-pra-gringo-ver-no-carnaval. É claro que o conceito é antigo e a agência só usou uma referência cultural de fácil entendimento pro público francês, sem agendas ocultas pra desmoralizar o povo brasileiro. Mas que parece alfinetada, parece.

(É, eu estou sendo bem parcial aqui. Mas vamos esclarecer que o eu-lírico desse texto é a brasileira e não a publicitária).


A partida, que acontecerá no dia 09 de fevereiro no Stade de France, promete ser um embate dos bons, com as duas seleções querendo fazer bonito com suas camisas, treinadores e jogadores novos no primeiro amistoso do ano. Da parte deles, uma provável presunção por enfrentar um freguês em casa. Da nossa parte, espero, muita vontade de ganhar os presunçosos na casa deles e dar o troco pela derrota na final da Copa de 98.

Oxalá que, dessa vez, a passista brasileira depene o galo francês. Que sambe no poleiro dele. Que faça um caldo da galinha azul.

(Desculpem, me excedi nas piadinhas infames e sem graça. A culpa não é minha; quem escreveu isso foi meu eu-lírico sedento de vingança).

sábado, 15 de janeiro de 2011

Arte urbana em Paris: Jef Aérosol na Rue de l'Arbalète

Sim, Banksy é muito legal. Mas na década de 90, quando ele começava a grafitar as ruas de Bristol, já tinha um bocado de gente boa fazendo street art pelo mundo. Um desses caras é o francês Jef Aérosol.

Jef começou a trabalhar com estêncil em 1982, depois de experimentar colagens e distorções de fotocópias na década de 70. Ele foi um dos primeiros a levar a arte para as ruas, e ganhou notoriedade com suas obras provocativas, nas quais ícones pops e personagens anônimos ganham vida em texturas, cores e palavras. O artista atualmente mora e trabalha em Lille, mas já deixou sua marca em cidades como Londres, Veneza, Chicago e Paris.

De acordo com o Flickr do artista, essas intervenções na Rue de l'Arbalète datam de 2007.