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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mônaco

O Principado de Mônaco é um microestado de dois quilômetros quadrados que faz fronteira somente com a França. É, na prática, uma cidade com status de país, sendo o segundo menor Estado independente do mundo (o menor é o Vaticano).

Antes dos Grimaldi decidirem que queriam um país para chamar de seu, o território em que hoje fica Mônaco já tinha sido ocupado por diversos povos desde o Paleolítico. Por ali passaram homens da caverna, lígures, fenícios, gregos, romanos e sarracenos. Mônaco começou a tomar os contornos que tem hoje com os Grimaldi.

É necessário, pois, explicar resumidamente quem são os Grimaldi. A história conhecida desta família começa com Grimaldo, que foi cônsul de Gênova no século XII. Ele teve um monte de filhos e netos, e enquanto vários deles saíram por aí conquistando territórios ao longo das costas dos mares Mediterrâneo, Negro e do Norte, outros ficaram na cidade de origem bolando alianças, expulsando inimigos e travando guerras para consolidar o seu poder em Gênova e territórios anexos, Mônaco inclusive. Um dia, em 1297, um Grimaldi entra na fortaleza do rochedo disfarçado de monge e a toma para si. Briga pra lá, briga pra cá, eles enfim se tornam os donos oficiais do pedaço em 1314. Claro que a vida não virou um mar de rosas, mas entre mais algumas guerras, filhos ilegítimos, intrigas e perturbações políticas, eles reinaram basicamente dessa época até os dias de hoje, exceto por um período entre 1793 e 1814 em que Mônaco virou território francês. Corta para o século XX. Príncipe Rainier III casa com a atriz Grace Kelly e daí nascem Caroline, Stephanie e Albert, que é hoje o príncipe regente de Mônaco, ainda solteiro. Se ele não continuar a linhagem real, o controle do país pode passar a ser da França.

É mais ou menos isso.

Mônaco é um país muito rico; dá pra ver, sentir, cheirar o dinheiro no ar. Não por coincidência, o país é mais conhecido por ser um paraíso fiscal do que por suas belezas naturais. É também conhecido, claro, pelo Grande Prêmio de Mônaco, cujo circuito Rafael e Bruno fizeram questão de percorrer.

Túnel do Grande Prêmio de Mônaco

Mas Mônaco tem muito mais a oferecer.

O Jardin Exotique, com sua variedade absurda de plantas de áreas tropicais e sub-tropicais, também abriga a Grote de l'Observatoire, onde foram achados vestígios de fósseis humanos de 200.000 anos atrás. A gruta pode ser visitada, assim como o Musée de Anthropologie Préhistorique, através do Jardin.

O rochedo visto do Jardin Exotique

Espécie de flor do Jardin Exotique

Rafael

Bruno

A caverna

Mamãe e eu

O Musée Oceanographique também é fantástico, com seus aquários coloridos por peixes e outras espécies marítimas provenientes de todos os cantos do mundo. É bom levar bateria extra para a câmera fotográfica, porque dá vontade de tirar foto de tudo (ok, minhas origens japonesas me fazem ser obcecada por fotos, mas a minha bateria não foi a única que acabou)!

Musée Oceanographique

Moréia

Nemo! :-)

Peixes bizarros

Água-vivas

O Palais Princier, com seus guardinhas e uma vista incrível. A Catedral. O Cassino. Tudo em Mônaco é lindo, bem conservado, limpo, chique. Um passeio por Monte Carlo, a capital monegasca que tem o tamanho de um bairro, já é suficiente para sentir o clima quase surreal da cidade.

Palais Princier

Cassino

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Rumo Sul


Visualizar 2009-06 - Rumo Sul em um mapa maior
Taí o mapa do nosso roteiro de viagem, uma rota de 1.036 km entre França, Mônaco e Itália. Resumidamente, fizemos o seguinte: fomos de trem de Paris até Marseille (dá umas 3h de TGV) e lá pegamos um carro alugado. De Marseille fomos até Aix-en-Provence e depois fomos beirando o mar e visitando cidades da Côte d'Azur, como Saint-Tropez, Cannes e Antibes. Algumas surpresas no caminho, como Tourrettes-sur-Loup, uma pequena cidade medieval que nem estava no guia de viagem. Passamos pelo principado de Mônaco e depois continuamos pelo restinho que tem da riviera francesa até ela virar a riviera italiana depois da cidade de Menton. Dali, Sanremo e outas cidadezinhas de praia até que pegamos a estrada em direção a Turim, e de lá fomos voltando pelo Piemonte em direção a Provence de novo, onde vimos os campos de lavanda em Valensole. De volta pra Marseille, pegamos o trem e voltamos pra Paris. Uma semana de viagem.

Vou explicar direitinho cada lugar nos próximos posts.