Páginas

Mostrando postagens com marcador cerveja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cerveja. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cerveja Duff dos Simpsons começa a ser vendida na França

Oooyee! A cerveja preferida do Homer Simpson, que já é comercializada na Alemanha, na Bélgica e em alguns países da América Latina, chegou na França.

Na verdade, a Duff da vida real não tem nenhuma ligação com a 20th Century Fox, que só foi obrigada a autorizar a criação do produto porque se esqueceu de registrar a marca e o nome da cerveja fictícia favorita de Springfield. No entanto, a Fox conseguiu um acordo que proíbe a utilização dos personagens do seriado na divulgação, e impôs a condição de que a Duff nunca seja comercializada nos Estados Unidos.

O preço de venda na França gira em torno de 1,50 euros.

Fonte da foto: Saveur Bière

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Munique, capital da Oktoberfest

Primeiro dia em Munique. Estávamos nós na Marienplatz bebendo uma cerveja e comendo uma salsicha com chucrute quando, de repente, vejo um cara segurando uma placa de Free Tour, o mesmo tour que eu fiz em Berlim. Terminamos a refeição e nos juntamos ao grupo.

O lance desses tours gratuitos é que eles não são exatamente gratuitos: os guias pedem que você deixe uma gorjeta se gostar do passeio, no valor que quiser. E no final você deixa, porque vale a pena.

Então. Saímos da Marienplatz e fomos em direção à Frauenkirche, uma igreja gótica – oh, que surpresa! – do século XV que foi bastante bombardeada durante a Segunda Guerra. Conta a lenda que o Diabo em pessoa visitou essa igreja quando ela estava sendo construída e fez um acordo com o responsável pela obra: se ele não colocasse nenhuma janela no prédio, Sua Malvadeza garantia que a obra terminaria em no máximo vinte anos. Só que o construtor era malandro e mandou fazer as janelas mesmo assim, e, para enganar o Diabo, colocou colunas que estrategicamente as escondiam do ponto de vista de quem entra na igreja. Quando o Diabo voltou para ver se o acordo havia sido cumprido, acabou descobrindo a malandragem do construtor e ficou tão bravo que bateu o pé no hall de entrada da igreja e ali deixou uma marca para sempre.

Frauenkirche

Teufelstritt, a pegada do Diabo

Passamos por várias outras igrejas, mas entrar durante o tour, só entramos mesmo na Frauenkirche. Nas outras, como a Michaelskirche e a Peterskirche – que tem uma torre de onde se vê toda a cidade –, entramos nos dias seguintes.

Michaelskirche

Peterskirche

Vista da torre da Peterskirche

Marienplatz de cima

Outro lugar bem interessante por onde o tour passa mas não entra é o complexo da Residenz, onde moravam os reis da Baviera. Tem um bilhete conjunto com o qual se pode visitar o palácio, o lindo Cuvilliés-Theater e o Tesouro, onde há, entre jóias e coroas, uma bizarra coleção de relíquias com pedaços dos corpos de vários santos (sim, é isso mesmo, pedaços dos santos... tem mão, crânio, fragmentos de ossos, uma beleza).

Quarto do palácio

Cuvilliés-Theater

O guia também mostrou vários memoriais homenageando judeus e várias pessoas que lutaram contra o nazismo, além de diversos marcos relacionados a essa época tão absurda da história. Munique tem essa era gravada em cada rua, em cada prédio, em cada canto; era chamada a capital do movimento nazista.

Mas vamos falar de coisas mais alegres. Hoje, Munique é a capital da Oktoberfest, e nós estávamos lá na hora certa. Então, acabamos de ver a cidade e começamos outro tour ainda mais divertido: o dos bares, chamado Beer Challenge. Foram dois bares e um jardim de cerveja, e pra fechar com chave de outro, a Oktoberfest.

Jardim de cerveja da Augustinerbräu, "provavelmente a melhor cerveja do mundo" segundo o nosso guia

A cerveja que o Papa bebe vem num barril

Tenda da Hacker-Festzelt

Pessoal que fez o tour com a gente

A câmera também estava bêbada

Como já chegamos lá meio tortos no primeiro dia, resolvemos voltar no dia seguinte sóbrios pra entender melhor o que é a festa. Claro que o estado de sobriedade não durou muito tempo, mas tudo bem, deu pra pegar o espírito da coisa.

A Oktoberfest é um grande complexo de tendas de diversos fabricantes de cerveja. Também tem barraquinhas de comida e brinquedos de parque de diversões. Muitas pessoas se vestem com trajes típicos alemães; trajes estes que, segundo uma local com quem conversei, podem chegar facilmente a custar 600 ou 700 euros!

As canecas são todas de 1 litro, e, segundo a tradição, não é pra dividir com ninguém. Provavelmente por esse motivo, todo mundo fica muito sociável e em cinco minutos de conversa já vira seu amigo de infância, ou seja, na Oktoberfest o estereótipo de alemão sisudo não se aplica. E como as mesas são grandes e coletivas, a gente acaba conversando, brindando, cantando e dançando em cima do banco com bastante gente.

Eles avisaram: "A mesa vai voar!"

Eu e a local

Hein?

Elas são fortes


"Quer ver eu dar um soco na cara do meu amigo?"

Aliás, uma coisa que eu não sabia bem era essa história de ter ou não que reservar uma mesa. Fomos num espírito de "vamos ver no que dá", porque antes da viagem nos disseram que, pra ir na Oktoberfest e beber sentado, só reservando meses antes. Isso é parcialmente verdade. Algumas tendas realmente não te deixam entrar se você não tiver uma reserva, mas várias não têm essa restrição. É claro que não vai ter nenhum lugar vago e muita gente vai estar bebendo em pé, mas é só prestar atenção que você logo vê alguém levantando e aí é só sentar. Lá é assim: levantou, perdeu o lugar.

Independente da tenda em que se vá, a cerveja é ótima. Isso se deve à Reinheitsgebot, a Lei da Pureza de 1516 que determina que toda cerveja produzida na Bavária tenha em sua composição somente três ingredientes: água, cevada e lúpulo. Mais tarde foi acrescentado o fermento na equação, mas mesmo depois que a lei caiu, os fabricantes bávaros continuaram seguindo a fórmula. O resultado disso é que a cerveja de lá não dá ressaca. É sério. Palavra de quem bebeu quatro litros em um dia e no dia seguinte acordou só com sede.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bercy Village

A mais nova onda do momento aqui em casa é ir pra Bercy. Por que? Vamos lá:

1) Tem um cinema enorme do UGC que passa todos os filmes em cartaz que importam;

2) Tem vários restaurantes e bares bacanas;

3) As lojas de lá abrem domingo, e em dias de semana fecham tarde;

4) É bacana, com cara de cidade pequena;

5) Fica perto do Parc de Bercy e da Bibliothèque François Mitterrand (sobre os quais eu ainda tenho que falar aqui no blog).

E, pra completar, o lugar tem uma história boa de contar.

Bercy, no século XIX e começo do XX, era um entreposto de negociação e estocagem de vinho, e chegou a ser por um tempo um dos maiores mercados desse gênero no mundo. Todo vinho produzido na França chegava em Bercy; ali era engarrafado, rotulado, estocado, e dali era distribuído. No início do século XX foi perdendo gradualmente a importância em razão da maior autonomia no processo de produção que as vinícolas ganharam nessa época. Ou seja, com a produção descentralizada e cada um engarrafando, rotulando e distrbuindo seu próprio vinho, não havia mais necessidade de Bercy, e o então importante centro comercial ficou abandonado.

Foi só em 2001 que Bercy voltou à cena parisiense como um local digno de nota. Graças a um feliz plano de revitalização, hoje em dia há um complexo comercial bastante interessante na antiga área decadente.

Para chegar lá, a boa é pegar a linha 14 do metrô e descer na estação Cour Saint-Émilion.

A rua de pedestres de Bercy Village

O Nicolas tem um ótimo bar à vin no local, com preços convidativos

Interior da cervejaria The Frog

sábado, 4 de abril de 2009

Caminho espiritual

É com imensa satisfação que informo a vocês que, após longa peregrinação, encontrei Deus. A jornada começou quando tomei conhecimento de Sua existência em Friburgo, mas na ocasião eu não tinha a sobriedade nem os recursos necessários para absorver Sua essência. Busquei Deus em muitos lugares após esta ocasião, mas quis o destino que eu só O encontrasse em Bruges, na companhia de Rafael, Luiz e Dani, que também estavam presentes no nosso primeiro contato em Friburgo. Nada é por acaso.


Experimentar a cerveja Deus é uma experiência rara e cara. No Brasil, uma garrafa custa quase R$ 300 no único bar em que já a encontrei, o Braun & Braun de Friburgo. Na Bélgica, nos custou 19€ numa loja especializada. Não é barato em relação a outras cervejas, mas se comparado com o preço de alguns vinhos e champanhes, é até razoável. O seu processo de fabricação é semelhante ao do champanhe, o que dá a ela um sabor um pouco adocicado e uma efervescência muito parecida com a do espumante. O gosto da Deus é bem suave, apesar de seu teor alcoólico ser de respeitáveis 11,5%, mais alto do que a maioria das cervejas que conheço. E só o fato de beber uma cerveja tão exclusiva já dá todo um gostinho a mais à degustação. Experiência divina, de fato.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Champagne-Ardenne

Finalmente passamos por uma região vinícola na viagem! A região de Champagne é a única que produz o verdadeiro champanhe, pois somente os espumantes desta região podem ser chamados assim conforme as regras da denominação de origem controlada. Além disso, a estrada da Route du Champagne é cheia de plantações de uva, o que dá uma graça extra ao passeio.

Reims

Adivinha qual é o nome da catedral da cidade de Reims? Ganha uma taça de champanhe quem respondeu Notre-Dame. E qual é o estilo desta catedral? Gótico, claro, pra variar. Apesar de ser a quadragésima nona Notre-Dame gótica que vimos, tivemos que entrar pra ver onde os reis da França eram coroados. Mais uma vez fiquei impressionada com a megalomania que o povo dessa época tinha ao construir esses templos imensos e extravagantes. Mas que é bonito de se ver, isso é.

Mas chega de igrejas. Em Reims, a atração principal é o champanhe. Fomos na visita à Maison Pommery e foi sensacional, pois além das explicações sobre o processo de produção do champanhe e da cave em si, tinha uma exposição de arte moderna muito bacana, que a guia explicava à medida que íamos visitando as galerias subterrâneas. Arte moderna é uma coisa meio controversa e algumas coisas eu acho picaretagem. Mas as obras que estavam expostas lá eram bem interessantes, como, por exemplo, o tanque de guerra inflável que simboliza os períodos de guerra (quando inflado) e paz (quando murcho), ou a instalação em que passarinhos pousam em guitarras para tocar música. Estranho, mas legal. E no final da visita, a melhor parte: a degustação. Duas taças de champanhe Pommery. Foi um dia feliz.

Reims também tem outras caves que organizam visitas. Tentamos ir na Veuve Clicquot, mas ao ligar para reservar horário, a ligação caía numa secretária eletrônica e tinha que deixar o número pra eles retornarem; achei esnobismo desnecessário e sabotei. Parece que a visita da Mumm é interessante, mas não tinha horário que coincidisse com a nossa programação. E também tem a Taittinger, que fica bem próxima da Pommery. Como Reims fica a 45 minutos de distância de Paris via TGV, ainda dá pra voltar lá. Oba!

Interior da Catedral de Reims

Maison Pommery: Passarinhos tocando guitarra

Maison Pommery: tanque inflável

Champanhe a perder de vista

Épernay

Mais uma visita a cave, desta vez a da Moët & Chandon. A Maison foi fundada em 1743 e pouco tempo depois disso já era a fornecedora oficial da corte francesa graças aos contatos de Monsieur Moët. Napoleão em sua época também era figurinha fácil nos salões da Maison, o que endossa o caráter “imperial” da marca, como eles fazem questão de lembrar aos visitantes. A visita não é tão cheia de firulas como a da Pommery, mas é legal também. E a degustação, é claro, foi ótima. Mas sinceramente prefiro o champanhe Pommery.

De Épernay viemos direto para Paris. Uma semana na estrada é uma delícia, mas voltar pra casa também foi gostoso, principalmente porque trouxemos no banco de trás do carro, tilintando, várias garrafas de cerveja belga e champanhe. Melhor souvenir, impossível.

Degustação na Moët & Chandon

Eu e Dom Perignon

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Bélgica

E chegamos na Bélgica, depois de nos perdermos algumas vezes antes de chegarmos na primeira cidade por causa da minha muquiranice de desligar o GPS do iPhone pra não pagar roaming internacional.

Bruges

Parece uma cidade de bonecas. Linda, linda, linda. O centro histórico é todo medieval e os prédios parecem feitos de lego, nem parecem de verdade. Os canais têm pontes fofas, e nestes canais nadam patinhos. Lá também encontramos Luiz e Dani, e aproveitamos com eles o que a Bélgica tem de melhor: cerveja e chocolate. Fomos no Cambrinus, um bar/restaurante que tem uma extensa carta de cervejas (até a Dani experimentou uma!) e também no Museu do Chocolate.

Claro que também fomos fazer o tradicional turismo de supermercado e compramos mais uma considerável quantidade de cervejas locais a preços mais camaradas que os dos bares. Como não temos vergonha na cara, pedimos à recepcionista que as guardasse na geladeira do bar do hotel, e por sorte ela topou. O plano era bebermos no bar mesmo, mas quando voltamos da rua, dois caras já estavam bebendo lá e resolvemos fazer a degustação no quarto, o que resultou no incidente do banho de cerveja do laptop e no conseqüente retorno ao plano original de beber lá embaixo no bar.

Acabamos fazendo amizade com os dois caras. Um deles era o dono do hotel e o outro era um amigo dele que falava português muito bem, e que já tinha estado no Brasil e tal. Eles explicaram pra gente de forma resumida e simplificada a história da Bélgica, que foi criada como um território neutro entre as fronteiras da França, Alemanha e Holanda pra que essa galera desse um tempo nas brigas territoriais. O resultado é que juntaram um povo que, segundo eles, não era pra ficar junto, o que dá a eles a sensação de que são um país, mas não uma nação. Em locais onde se fala prioritariamente o holandês, algumas pessoas se recusam a falar o francês, e vice-versa. Mais uma vez, vivendo e aprendendo.

Pelas ruas de Bruges

Markt Place e o Belfort no fundo

Nossa degustação de cervejas no bar do hotel

Bobagens no Museu do Chocolate

Bruxelas

Tenho que confessar que Bruxelas é muito menos do que eu esperava. A cidade é um pouco feia, com um quê de decadente. O que salva é a Grand Place, com seus lindos prédios antigos, e o imenso Atomium. Também foi legal a visita que fizemos à fábrica da Cantillon, que produz cervejas do tipo lambic, gueuze e kriek de forma artesanal. Ressalva: Rafael e Luiz gostaram, mas as cervejas deles são bem esquisitas pro meu gosto.

Degustação na Cantillon

Ah, Godiva...

Atomium

Waterloo

A cidadezinha perdida no meio da Bélgica ficou famosa pela batalha de mesmo nome na qual Napoleão foi derrotado, e ainda hoje vive da fama. Visitamos o Musée Wellington, que tem objetos relacionados à batalha (incluindo uma bizarra perna mecânica de um dos comandantes que lutou nela) e diagramas explicando como os franceses foram derrotados em apenas nove horas.

Maquete da batalha de Waterloo

quinta-feira, 26 de março de 2009

Laptop bebum


Não é que a gente tenha ido a hotéis sem conexão. O problema é que segunda-feira o laptop tomou um banho de cerveja em Bruges e eu não tinha tido coragem de ligá-lo até agora porque achei que tinha estragado. Por enquanto está tudo bem, o coitado sobreviveu à nossa desastrada degustação de cervejas no quarto. Consolo: a cerveja era belga.