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sábado, 15 de janeiro de 2011

Arte urbana em Paris: Jef Aérosol na Rue de l'Arbalète

Sim, Banksy é muito legal. Mas na década de 90, quando ele começava a grafitar as ruas de Bristol, já tinha um bocado de gente boa fazendo street art pelo mundo. Um desses caras é o francês Jef Aérosol.

Jef começou a trabalhar com estêncil em 1982, depois de experimentar colagens e distorções de fotocópias na década de 70. Ele foi um dos primeiros a levar a arte para as ruas, e ganhou notoriedade com suas obras provocativas, nas quais ícones pops e personagens anônimos ganham vida em texturas, cores e palavras. O artista atualmente mora e trabalha em Lille, mas já deixou sua marca em cidades como Londres, Veneza, Chicago e Paris.

De acordo com o Flickr do artista, essas intervenções na Rue de l'Arbalète datam de 2007.



sábado, 1 de agosto de 2009

Paris, 1920

Achei no Youtube estes dois vídeos feitos por Burton Holmes na Paris de 1920.

Neste primeiro filme, são mostrados a Avenue de l'Opéra, a Opéra Garnier, as ruas de Paris, a Porte Saint Denis, a Porte Saint Martin, a comemoração do 14 de julho e o Parc Monceau.


Neste outro filme, aparecem o Sena, a Pont Royal, a Notre Dame, a Academie Française, a Île de la Cité, a Pont Neuf, o Palais de Justice, a Conciergerie, o Palais de Luxembourg, o Pantheon, o Pensador de Rodin, Saint Etienne du Mont, a Bibliothèque Sainte-Geneviève, o Hôtel de Ville, o Palais Royal, o Louvre e a Rue Royal.



Nestes vídeos está a confirmação de que Paris é uma cidade extremamente bem conservada. Salvo os homenzinhos de bigode e chapéu (embora alguns exemplares ainda circulem por aí), os turistas e o trânsito bem mais tranquilo, a cidade continua com a mesma cara, com o mesmo charme.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Andy

Dia desses fomos na exposição Le Grand Monde d’Andy Warhol, em cartaz no Grand Palais. A mostra reúne 250 obras feitas pelo artista ao longo dos anos, retratando diversos tipos de personalidades: artistas de cinema, mundo da arte, mundo da moda, políticos, realeza, figuras religiosas, anônimos. E alguns crânios, dollar signs e vacas.

Arte é uma coisa muito subjetiva mesmo. Eu nunca tinha ido numa exposição só do Andy Warhol, que é um dos meus artistas preferidos de todos os tempos, e eu vou confessar me emocionou. Pop Art não é exatamente uma arte feita pra emocionar, mas Warhol tem esse poder sobre mim. Amo amo amo de paixão os retratos da Marilyn. Idolatro os do Mao. Acho fantásticas as reinterpretações dele de alguns ícones, como Brigitte Bardot, Jackie, Elvis, Mona Lisa, Jesus, Coca-Cola. E quase todo o resto, acho genial.

Informações úteis:

Site: http://www.grandpalais.fr/
Endereço: 3, avenue du Général-Eisenhower 75008 Paris
Estação mais próxima: Champs-Elysées - Clemenceau (linhas 1 e 13)
Telefone: +33 (0)1 44 13 17 17

Em cartaz: De 18 de março a 13 de julho de 2009
Abertura: todos os dias, exceto às terças
Horários: das 10h a 22h / Encerramento quinta-feira às 20h
Preço de entrada: 11€, Tarifa Reduzida a 8€

quarta-feira, 18 de março de 2009

Em pedaços

“Art washes away from the soul the dust of everyday life”

Comprei recentemente um livro sobre história da arte que tem essa frase muito bonita do Picasso na contra-capa. Apesar de eu ainda não ter tomado vergonha na cara e começado a visitar e revisitar os museus de Paris, tenho feito um pouco de “arte” pra lavar a poeira do meu cotidiano por ora solitário:

1) Montei um quadro bacaninha do Warhol (Double Mona Lisa) no Allposters com uma moldura meio prateada e passe-partout amarelo, bem pop art. Chegou ainda agora e ficou lindo! Daí me lembrei que começa hoje a exposição “Le Grand monde d’Andy Warhol” no Grand Palais e que quero começar a temporada de arte com essa exposição, e logo!


2) Criei um mural com fotos de familiares e amigos queridos, o que me deixou feliz e ao mesmo tempo deu um apeeeerto no coração... muitas saudades de todos, muitas mesmo!


Daí comecei a pensar nessas escolhas que a gente faz e nas consequências delas. Mesmo antes de nos conhecermos, eu e Rafael já queríamos morar fora do Brasil, e de comum acordo resolvemos que era agora ou nunca. Desde o começo eu sabia que o contrato dele incluía cinco semanas de embarque pra cinco semanas em terra. Então – vejam bem, não é uma reclamação, é só uma constatação – eu sabia que mês sim, mês não eu ficaria sozinha, e que provavelmente seria difícil no começo já que eu não conheço quase ninguém por aqui. E bem desde o começo também percebi que, para ganhar essa experiência fora do país, eu teria que abrir mão de muita coisa, e principalmente perder a companhia de quase todas as pessoas que eu amo.

Ficar sozinha, portanto, já era parte do meu contrato, por assim dizer. Mas mesmo sendo uma pessoa mais introvertida que extrovertida, mesmo apreciando muito meus momentos sozinha, mesmo gostando de ficar quieta no meu canto, sinto falta das minhas pessoas, de um abraço, de um beijo, de um telefonema com tarifa local, de ter a sensação de que os que eu amo estão a uma curta viagem de carro de distância, se tanto.

E acabei chegando à conclusão de que, ao contrário do que dizem os livros de auto-ajuda e as revistas femininas, eu não sou inteira sem os outros, que nunca vou ser inteira, que ninguém é inteiro. A gente sempre tem um pedacinho faltando, alguém que está longe, alguma coisa que a gente ainda não viveu, alguma coisa que a gente precisa e por enquanto nem sabe que precisa. E que isso é muito, muito bom. O que a gente tem que fazer é ir tentando sempre juntar esses pedacinhos pra ver se um dia a gente consegue ter tudo ao mesmo tempo – o que na prática é impossível, mas por que não tentar? Eu estou sem muitas frações de mim, mas estou vivendo várias experiências que eu preciso viver agora, e que essas experiências vão ajudando a montar quem eu quero ser.

Mas chega de encher o saco de vocês. Daqui a pouco vai chegar aqui em casa um pedacinho muito especial de mim e eu vou poder falar pessoalmente pra ele essas minhas bobeiras, ao invés de escrevê-las no blog.