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sábado, 11 de julho de 2009

Itália: Turim

Saímos da estrada do litoral e pegamos o caminho em direção a Turim, na região do Piemonte. Não é perto. De Imperia até Turim foram aproximadamente 200 km indo em direção norte, ou seja, o desvio mais longo da viagem.

Por que? Ora, porque os homens queriam ir na capital italiana do automóvel!

Nos perdemos várias vezes antes de conseguirmos chegar à Piazza San Carlo, onde ficava o nosso hostel. Enfim, descobrimos a direção, mas também descobrimos que não era permitido entrar de carro na área do centro histórico – e isso depois de termos entrado e visto as placas dizendo que somente carros autorizados podiam circular no horário comercial e que os outros que tentassem seriam multados. Ops! Mas a solução foi boa: entramos num estacionamento subterrâneo que se revelou imenso, cobrindo praticamente todo o centro histórico, e paramos pertinho do hostel.

Muitas coisas para ver em Turim.

A Piazza San Carlo com sua arquitetura barroca e as igrejas gêmeas de San Carlo e Santa Cristina é um bom ponto de partida. No centro dessa praça está a estátua do Duque Emanuele Filiberto, que é um símbolo da cidade. Conta a lenda que foi ali, num dos caros cafés da Piazza San Carlo que o drink conhecido como vermouth, ou vermute, foi inventado.

A Via Roma, uma linda e larga avenida que começa na Stazione Porta Nuova e termina na Piazza Castelo, passa por essa praça onde ficamos hospedados. A boa é seguí-la em direção norte, onde se encontram vários outros pontos turísticos, como o Palazzo Carignano, um dos principais prédios barrocos da cidade e que hoje é sede do Museo Nazionale del Risorgimento. Ou o Palazzo Madama, que é metade medieval, metade barroco. Ou o Palazzo Reale, que serviu à família real Savoy de 1660 até a reunificação da Itália em 1861. Ou a Porta Palatina, um portal do século I A.C. Ou o Duomo, a igreja que guarda o polêmico Santo Sudário de Turim. Ou as várias piazzas espalhadas pelo centro. Opção não falta.

Fora do centro histórico, um lugar bacana de ir é o Museo Nazionale dell'Automobile. A exposição L'Evoluzione dell'Automobile tem vários carros antigos e novos, modelos, protótipos. Ferraris, Fiats, Bugattis, Maseratis, Lancias. Enfim, um paraíso para seres humanos do sexo masculino.

Igrejas da Piazza San Carlo

Duque Emanuele Filiberto

Palazzo Carignano

Palazzo Madama em obra

Palazzo Reale

Via Roma

Santo Sudário

Porta Palatina

Fórmula 1 na exposição L'Evoluzione dell'Automobile

Rolls-Royce, desde sempre um dos carros mais luxuosos do mercado

Produzido em 1935, esse carro parece com uma turbina de avião

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Itália: Sanremo, Taggia e Imperia

Saímos de Mônaco e entramos mais uma vez na França, na cidade de Menton, para só então chegarmos em território italiano. Esse cantinho noroeste da Itália chama-se Ligúria, uma região delimitada pelas montanhas dos Alpes e dos Apeninos de um lado e o mar do outro. Seu litoral é conhecido como riviera italiana, dividida entre a Riviera di Ponente, à oeste de Gênova, capital da região, e a Riviera di Levante, à leste. Nesta viagem conhecemos somente a Riviera di Ponente.

Sanremo

Sanremo, ou San Remo, é um dos balneários mais famosos da Itália. Tem um cassino, praias e um centro histórico com construções e ruínas romanas. Como a maioria das cidades de litoral, tem uma história conturbada e marcada por invasões, trocas constantes de poder, batalhas.

Dito assim, parece super interessante. Mas confesso que Sanremo foi um choque pra mim. A cidade é mal conservada, com cara de velha. As praias não têm nada de especial, e as partes que são mais bonitas estão loteadas entre bares e restaurantes que cobram entrada. Peraí, poxa, a praia não deveria ser pública?

A parte antiga, que geralmente é a parte charmosa das cidades históricas, também não chama atenção. A área do Cassino é a única parte nova e enfeitada em Sanremo.

O trânsito é uma atração à parte, com antigos ônibus elétricos quase saindo do trilho, muitos carros e milhares de motos e lambretas. Todo mundo fazendo merda, naturalmente. Achei que a coisa mais interessante que eu ia ver lá era um acidente e italianos gritando de maneira engraçada, mas nem isso.

Uma praia de Sanremo

Cassino

Taggia

Logo depois de Sanremo, encontramos uma cidadezinha chamada Taggia. Esta, sim, tinha uma praia mais legal, ruas fofas e aquele clima da riviera italiana imaginada.

Vista da praia de Taggia

Taggia

Imperia

A cidade de Imperia é a capital da região de Imperia. Também tem uma praia mais legal que a de Sanremo, embora também tenha vários restaurantes loteando a praia. Almoçamos nesta cidade, degustando pratos de massa com frutos do mar. Delícia!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Rumo Sul


Visualizar 2009-06 - Rumo Sul em um mapa maior
Taí o mapa do nosso roteiro de viagem, uma rota de 1.036 km entre França, Mônaco e Itália. Resumidamente, fizemos o seguinte: fomos de trem de Paris até Marseille (dá umas 3h de TGV) e lá pegamos um carro alugado. De Marseille fomos até Aix-en-Provence e depois fomos beirando o mar e visitando cidades da Côte d'Azur, como Saint-Tropez, Cannes e Antibes. Algumas surpresas no caminho, como Tourrettes-sur-Loup, uma pequena cidade medieval que nem estava no guia de viagem. Passamos pelo principado de Mônaco e depois continuamos pelo restinho que tem da riviera francesa até ela virar a riviera italiana depois da cidade de Menton. Dali, Sanremo e outas cidadezinhas de praia até que pegamos a estrada em direção a Turim, e de lá fomos voltando pelo Piemonte em direção a Provence de novo, onde vimos os campos de lavanda em Valensole. De volta pra Marseille, pegamos o trem e voltamos pra Paris. Uma semana de viagem.

Vou explicar direitinho cada lugar nos próximos posts.