A Gi já tinha me contado essa peculiaridade e algumas experiências pessoais nesse sentido, e na semana passada acabamos indo conferir o lance ao vivo. Nove da manhã de domingo, lá fomos nós pra Fontainebleau fazer uma caminhada no meio da floresta com a Gi, o Pierre e vários amigos franceses deles. O objetivo, claro, não era chegar numa cachoeira, e sim em algum lugar onde pudéssemos sentar e fazer um piquenique. Tá bom, pelo menos é um objetivo.
A pesquisa prévia sobre o local também me ajudou a achar uma graça a mais no passeio, pois descobri que Fontainebleau foi frequentada por diversos reis e imperadores no decorrer da história. Baseados no Château de Fontainebleau, várias gerações de Louis, François, Charles e até um ou dois Napoleões andaram e caçaram ali pela floresta, colocando a região no mapa de locais interessantes da França. Além disso, vários artistas como Corot, Monet, Renoir, Sisley e Cézanne também se encantaram com o local, imortalizando a natureza de Fontainebleau em suas telas.
Monet, The bodmer oak (1865)
Corot, Fontainebleau: Oak trees at Bas-Bréau (1832)A floresta é bem diferente daquela que nós, brasileiros, conhecemos – eu, por exemplo, nunca tinha feito uma trilha fora dos domínios da Mata Atlântica. É formada principalmente de carvalhos, pinheiros e faias, além de muitas pedras grandes e pequenas que fazem a alegria dos escaladores de plantão. Bichos, não vimos nenhum, mas passamos por vários buracos feitos por javalis.
A trilha que fizemos era super fácil, poucas subidas e poucos obstáculos. Cada uma das trilhas é sinalizada com uma cor, e foi só seguir as marcações azuis para acharmos nosso caminho. Em determinado ponto, paramos numas pedras pra fazer o nosso piquenique, descansamos um pouco e voltamos a andar, andar, andar... no final, fomos para o castelo e passeamos um pouco por lá. No final do dia, estávamos exaustos, mas valeu a pena.