Essa frase, lida numa camiseta, resume dois aspectos bem representativos da personalidade dos irlandeses: o senso de humor e o amor ao álcool. E não fosse o Luís Henrique ter resolvido fazer um curso em Dublin, eu ainda ia demorar um bocado para ir lá e descobrir que a cidade é uma das mais animadas e boêmias da Europa. Valeu, Luís! :-)
Chegamos em Dublin na terça-feira achando que era uma pena não termos conseguido hotel pro fim de semana (por causa do show do U2, nenhum dos hotéis que procurei tinha quarto disponível a partir de sexta). Mas a noite de Dublin é animada em qualquer dia da semana, e ao contrário de várias outras cidades européias, os pubs e boates fecham bem tarde. O resultado é que saímos todos os dias com o Luís pra tomar um pint em cada pub, e nessa brincadeira conhecemos vários lugares legais, principalmente na área de Temple Bar.
Mas é claro que tem muito o que fazer durante o dia também. Como ficamos na Harcourt Street, que é bem central, deu pra fazer tudo a pé – mesmo porque a cidade é bem pequena.
O St. Stephen’s Green Park é um parque bonito e super bem cuidado. Não é muito grande e dá pra conhecer em pouco tempo.
Vale também dar uma passada no Trinity College, cujo projeto arquitetônico foi concebido nos moldes de Oxford. Pelos bancos dessa universidade já passaram figuras como Oscar Wilde, Samuel Beckett e Bram Stoker.
A visita do Dublin Castle também é bem interessante. Na Idade Média, Dublin Castle era um castelo real fortificado, mas foi praticamente todo destruído por um incêndio em 1673. O castelo que existe hoje foi construído no século XVIII e era sede do governo britânico na Irlanda até 1922, quando a Inglaterra entregou oficialmente o prédio para o governo da então recém-criada República da Irlanda.
Ao lado do castelo fica a Chester Beatty Library, que conta com duas exposições permanentes: "Artistic Traditions" e "Sacred Traditions". Ambas exibem textos e livros, manuscritos e pinturas antigas de diferentes culturas e religiões do mundo. Ali há, por exemplo, fragmentos de cartas escritas por São Paulo, manuscritos iluminados do Alcorão, textos japoneses de mais de mais de mil anos e um livro ilustrado pelo Matisse, só para citar alguns dos diversos tesouros da coleção. E, pra ficar melhor ainda, a entrada é gratuita.
Não muito longe dali fica a St. Patrick’s Cathedral, a catedral do padroeiro da Irlanda.
Outro passeio imperdível é a Guinness Storehouse. O prédio por si só já é sensacional, com seus sete andares em estrutura metálica e vidro na forma de um pint! A visita começa no primeiro andar com a apresentação dos ingedientes da cerveja, passa pelo processo de fabricação, pela história da publicidade da Guinness e por várias outras exibições relacionadas com o tema principal, tudo muito high-tech e divertido. O final do passeio é uma degustação no Gravity Bar, no último andar do prédio, de onde se vê praticamente toda a cidade de Dublin.
Vale também ir ao National Museum of Ireland, que tem várias exposições relacionadas com a história da Irlanda. As mais interessantes são as das guerras e a do vestuário.
Pra completar, fomos no Phoenix Park, que é o maior parque da Europa. Mas andamos bem pouco por lá, porque só de saber que era o maior parque, deu preguiça. E também porque começou um temporal que só parou depois que a gente resolveu entrar num táxi, totalmente ensopados.
A única parte não muito agradável de Dublin é exatamente esta: o clima. Venta bastante, e quando para de ventar, chove. Aí a chuva para e começa a ventar de novo, e assim por diante. Mas vale a pena comprar um guarda-chuva ou uma capa impermeável, porque a cidade é surpreendentemente legal.