Pra que ficar numa lista de espera interminável e desembolsar pelo menos US$ 7.000 pra ter uma Birkin quando se pode comprar uma por US$ 35?
Bem, evidente que não é uma Birkin de verdade, mas uma espécie de simulacro divertido da it bag. Criada pela Thursday Friday, a Together é basicamente uma ecobag estampada com uma foto da famosa bolsa da Hermès. O produto ganhou tanta notoriedade que já tem uma lista de espera de três meses pra comprar uma.
Moda, teu nome é ironia.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Propaganda do iPhone na França (e uma paródia da propaganda)
O primeiro vídeo é do anúncio veiculado na TV quando o iPhone foi lançado pela Orange, uma das principais operadoras de telefonia celular da França. Em francês, orange também significa laranja.
No segundo vídeo, uma paródia do primeiro, o usuário baixa um aplicativo que tem a função de encontrar o ponto de venda de maconha mais próximo. Nessa versão, o iPhone é lançado pela fictícia Vert, que significa verde.
Atualização: Para facilitar a vida dos que não falam francês, inseri legendas em ambos os vídeos. Caso você não as visualize, leia essa ajuda do Youtube para ativá-las.

No segundo vídeo, uma paródia do primeiro, o usuário baixa um aplicativo que tem a função de encontrar o ponto de venda de maconha mais próximo. Nessa versão, o iPhone é lançado pela fictícia Vert, que significa verde.
Atualização: Para facilitar a vida dos que não falam francês, inseri legendas em ambos os vídeos. Caso você não as visualize, leia essa ajuda do Youtube para ativá-las.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Le nom du film
Eu queria que alguém me explicasse por que tantos filmes que entram em cartaz na França mantêm o nome original em inglês. Não tenho estatística oficial, mas o meu palpite é que mais ou menos metade dos títulos, se não mais, vai pro cinema sem tradução. Pra um povo que em tese é meio anglófobo, isso é um tanto quanto estranho.
Só pra citar alguns exemplos dos últimos meses:
Girlfriend Experience
The Reader
Inglorious Basterds
Whatever Works
Public Enemies
The Other Man
Looking for Eric
Sunshine Cleaning
Dancing Girls
The Pleasure of Being Robbed
Good Morning England
Fish Tank
E o mais bizarro: Very Bad Trip, nome de batismo "francês" para o filme The Hangover (em português, Se beber não case).

Enfim. Whatever.
Só pra citar alguns exemplos dos últimos meses:
Girlfriend Experience
The Reader
Inglorious Basterds
Whatever Works
Public Enemies
The Other Man
Looking for Eric
Sunshine Cleaning
Dancing Girls
The Pleasure of Being Robbed
Good Morning England
Fish Tank
E o mais bizarro: Very Bad Trip, nome de batismo "francês" para o filme The Hangover (em português, Se beber não case).
Enfim. Whatever.
domingo, 25 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Explicando o inexplicável
Tenho uma profissão que, por assim dizer, não domina as conversas na hora do almoço. Os holofotes normalmente caem sobre médicos ou advogados, cujos percalços são extensamente glorificados e/ou demonizados em tudo que é tipo de mídia e bate papo. Você não vai ver um seriado rivalizando com ER ou Law & Order sobre o dia-a-dia de um engenheiro batendo de frente com várias gangues barra pesada. Muito antes disso, discute-se a vida de presidiários, policiais, psicopatas ou teenagers acéfalas.
Mas como eu trabalho embarcado na África, coisa esta que por si só desperta a atenção, as pessoas passam do inicial desinteresse pela engenharia e perguntam: mas o que você faz lá mesmo? Olhares brilhando de curiosidade, plateia presa no gancho esperando a explicação. Eles querem coisa no nível Indiana Jones, que transforma uma profissão chata toda vida numa panaceia tresloucada.
Pronto. Começo a jogar toda a minha didática, sorrisos e carisma no que sei ser um assunto delicado. Conheço o terreno frágil da atenção humana avessa a abstrações geométricas e grandezas matemáticas. Passados quinze segundos em que menciono coisas como flanges, tubulações e soldas, normalmente o que se segue é: “Ah... legal... interessante... entendi. Então tá então”. Ninguém entendeu e ficou por isso mesmo.
Mas sou brasileiro e não desisto nunca, então tentarei através do blog explicar o inexplicável: o que diabos eu faço na África!
Participo de operações em alto mar que instalam os lindos e maravilhosos dutos que levam petróleo das plataformas para terra firme. Esses dutos (tá, pode falar cano se quiser), ficam lá no fundo do mar junto com os peixinhos, e levam um montão, mas um montão mesmo, de petróleo e gás. Mas vem cá, como o tubo faz pra parar lá embaixo? A gente não o joga na água e vê no que dá; nada disso. Com muito cuidado a gente vai soldando tubo atrás de tubo e vai lançando direitinho na água até chegar lá embaixo. Quer ver como é? Saca só:
Um dia desses, devido ao ócio e ao espírito de porco inerentes à raça humana, você subiu no alto de um prédio com um monte de tubos de PVC. Sua ideia era a seguinte: ir conectando um tubo de PVC no outro até que ele chegasse na rua lá embaixo.

O que você pretendia alcançar com isso? Vá saber, a ideia foi sua, não minha. Tem dois jeitos de fazer isso:
Agora tem uma mágica acontecendo no prédio e assim, do nada, ele começou a andar! Uau, antes de ter a ideia de lançar os canos parece que rolaram uns “coquetéis” brabos na ideia.
Imagina então que o cano tá lá embaixo e o prédio andando. Tem que manter o ritmo hein! Pra cada cano que você acrescenta o prédio anda um pouquinho. A trilha de canos vai aumentando na rua até que você finalmente enche o saco. Podia estar pegando alguém, jogando PS3, lendo uma revista, enfim... são pensamentos que lhe ocorrem. Aí chega a outra sacada: quero largar essa bodega, mas se eu simplesmente soltar a mão, a droga do cano vai quebrar todo... Inferno! Fazer o que? Tem que prender uma corda na ponta e ir soltando até o cano pousar na rua. Mas não esquece que o prédio tem que andar enquanto você solta, senão fica a maior macarronada na calçada e dá merda com a chefia. Pronto, você acabou de fazer o que chamamos de abandono da tubulação. Se você quiser pegar o cano de novo pra continuar brincando no dia seguinte, é só fazer o contrário.
Olha, em linhas gerais, é assim que o navio funciona, só que ao invés de canos de PVC a gente usa tubos de aço bem maiores e mais pesados. Ao invés de segurar os dutos na raça, a gente usa os chamados tensionadores, e pra encaixar um duto no outro a gente solda o bagulho. Lembra das duas opções pra lançar o cano na rua? Na primeira, o lançamento é chamado de J-lay (lançamento em J), por causa do formato do duto quando ele toca no chão. Hein, hein? Se liga que o duto estava na vertical e depois fez uma curva quando bateu no chão. Esse é o J. A segunda opção é chamada S-Lay (lançamento em S) pelo mesmo motivo. Não tá vendo o cano saindo da rampa e chegando lá na rua fazendo duas curvas que lembram um S? Poxa, não é tão difícil assim, deixa a preguiça de lado um instante e abstrai aí.
Bom, acho que era isso. Então tá então.
Mas como eu trabalho embarcado na África, coisa esta que por si só desperta a atenção, as pessoas passam do inicial desinteresse pela engenharia e perguntam: mas o que você faz lá mesmo? Olhares brilhando de curiosidade, plateia presa no gancho esperando a explicação. Eles querem coisa no nível Indiana Jones, que transforma uma profissão chata toda vida numa panaceia tresloucada.
Pronto. Começo a jogar toda a minha didática, sorrisos e carisma no que sei ser um assunto delicado. Conheço o terreno frágil da atenção humana avessa a abstrações geométricas e grandezas matemáticas. Passados quinze segundos em que menciono coisas como flanges, tubulações e soldas, normalmente o que se segue é: “Ah... legal... interessante... entendi. Então tá então”. Ninguém entendeu e ficou por isso mesmo.
Mas sou brasileiro e não desisto nunca, então tentarei através do blog explicar o inexplicável: o que diabos eu faço na África!
Participo de operações em alto mar que instalam os lindos e maravilhosos dutos que levam petróleo das plataformas para terra firme. Esses dutos (tá, pode falar cano se quiser), ficam lá no fundo do mar junto com os peixinhos, e levam um montão, mas um montão mesmo, de petróleo e gás. Mas vem cá, como o tubo faz pra parar lá embaixo? A gente não o joga na água e vê no que dá; nada disso. Com muito cuidado a gente vai soldando tubo atrás de tubo e vai lançando direitinho na água até chegar lá embaixo. Quer ver como é? Saca só:
Um dia desses, devido ao ócio e ao espírito de porco inerentes à raça humana, você subiu no alto de um prédio com um monte de tubos de PVC. Sua ideia era a seguinte: ir conectando um tubo de PVC no outro até que ele chegasse na rua lá embaixo.

O que você pretendia alcançar com isso? Vá saber, a ideia foi sua, não minha. Tem dois jeitos de fazer isso:
- Segurando o cano na vertical com as mãos esticadas pra fora do parapeito. Assim, você vai acrescentando mais secções ate que ele chega na rua;
- Segurando o cano na horizontal com as duas mãos antes do parapeito. Você faz a mesma coisa, sendo que o cano fica apoiado no parapeito e faz uma baita curva ate ficar na vertical e ir lá pra baixo.
Agora tem uma mágica acontecendo no prédio e assim, do nada, ele começou a andar! Uau, antes de ter a ideia de lançar os canos parece que rolaram uns “coquetéis” brabos na ideia.
Imagina então que o cano tá lá embaixo e o prédio andando. Tem que manter o ritmo hein! Pra cada cano que você acrescenta o prédio anda um pouquinho. A trilha de canos vai aumentando na rua até que você finalmente enche o saco. Podia estar pegando alguém, jogando PS3, lendo uma revista, enfim... são pensamentos que lhe ocorrem. Aí chega a outra sacada: quero largar essa bodega, mas se eu simplesmente soltar a mão, a droga do cano vai quebrar todo... Inferno! Fazer o que? Tem que prender uma corda na ponta e ir soltando até o cano pousar na rua. Mas não esquece que o prédio tem que andar enquanto você solta, senão fica a maior macarronada na calçada e dá merda com a chefia. Pronto, você acabou de fazer o que chamamos de abandono da tubulação. Se você quiser pegar o cano de novo pra continuar brincando no dia seguinte, é só fazer o contrário.
Olha, em linhas gerais, é assim que o navio funciona, só que ao invés de canos de PVC a gente usa tubos de aço bem maiores e mais pesados. Ao invés de segurar os dutos na raça, a gente usa os chamados tensionadores, e pra encaixar um duto no outro a gente solda o bagulho. Lembra das duas opções pra lançar o cano na rua? Na primeira, o lançamento é chamado de J-lay (lançamento em J), por causa do formato do duto quando ele toca no chão. Hein, hein? Se liga que o duto estava na vertical e depois fez uma curva quando bateu no chão. Esse é o J. A segunda opção é chamada S-Lay (lançamento em S) pelo mesmo motivo. Não tá vendo o cano saindo da rampa e chegando lá na rua fazendo duas curvas que lembram um S? Poxa, não é tão difícil assim, deixa a preguiça de lado um instante e abstrai aí.
Bom, acho que era isso. Então tá então.
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domingo, 18 de outubro de 2009
C'est Anglais mais c'est bon!
Para uma marca de biscoitos ingleses entrar na França, só assim. Genial!

In England we have lousy weather but the girls are always half-naked.
We live on an island but you get there by train.
We have a queen but her husband's only a prince.
We built the European Community but in the end we kept the pound.
We have dominated the world but also we like to be dominated.
We invented football but our national team is run by an Italian.
We have the most ridiculous police uniforms but somehow it seems to work.
We love a well-tailored suit but we also love a well-tailored dress.
We don’t know how to cook but we make good biscuits.
McVitie’s Original. They’re English but they’re good.
***
Na Inglaterra nós temos um tempo horrível mas as garotas estão sempre semi-nuas.
Nós moramos numa ilha mas você chega lá de trem.
Nós temos uma rainha mas seu marido é apenas um príncipe.
Nós criamos a Comunidade Européia mas no fim mantivemos a libra esterlina.
Nós dominamos o mundo mas também gostamos de ser dominados.
Nós inventamos o futebol mas o técnico da nossa seleção é um italiano.
Nós temos os uniformes de polícia mais ridículos mas, de alguma forma, parece funcionar.
Nós amamos um terno bem feito mas nós também amamos um vestido bem feito.
Nós não sabemos cozinhar mas fazemos bons biscoitos.
McVitie’s Original. São ingleses mas são bons.
In England we have lousy weather but the girls are always half-naked.
We live on an island but you get there by train.
We have a queen but her husband's only a prince.
We built the European Community but in the end we kept the pound.
We have dominated the world but also we like to be dominated.
We invented football but our national team is run by an Italian.
We have the most ridiculous police uniforms but somehow it seems to work.
We love a well-tailored suit but we also love a well-tailored dress.
We don’t know how to cook but we make good biscuits.
McVitie’s Original. They’re English but they’re good.
***
Na Inglaterra nós temos um tempo horrível mas as garotas estão sempre semi-nuas.
Nós moramos numa ilha mas você chega lá de trem.
Nós temos uma rainha mas seu marido é apenas um príncipe.
Nós criamos a Comunidade Européia mas no fim mantivemos a libra esterlina.
Nós dominamos o mundo mas também gostamos de ser dominados.
Nós inventamos o futebol mas o técnico da nossa seleção é um italiano.
Nós temos os uniformes de polícia mais ridículos mas, de alguma forma, parece funcionar.
Nós amamos um terno bem feito mas nós também amamos um vestido bem feito.
Nós não sabemos cozinhar mas fazemos bons biscoitos.
McVitie’s Original. São ingleses mas são bons.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Paris Plages
Começou hoje a Paris Plages, famoso projeto que a prefeitura de Paris lança todos os verões desde 2002. Este ano são três praias: a da Voie Georges Pompidou, a da Port de la Gare e a da Bassin de la Villette. Fui lá conferir a primeira.
A "praia" de mais ou menos 3 km se estende pelas margens do rio Sena, entre a Pont des Arts e a Pont de Sully. Com o slogan Un été solidaire (um verão solidário), a proposta da Paris Plages é proporcionar lazer e cultura para todos. No cardápio, atividades culturais e esportivas diversas para entreter parisienses e turistas, adultos e crianças.
E o povo aproveita mesmo. Hoje fez um baita sol e um calorzinho gostoso, e estava impossível achar uma espreguiçadeira ou cadeira livre. Qualquer cantinho, fosse na areia, na grama ou nos decks de madeira, estava cheio de gente lendo, tomando sorvete, bebendo cerveja, lagarteando.
Confesso que estava bastante curiosa para ver a tal da "praia" (não consigo chamar o lugar de praia, sem as aspas), e até que a idéia é bem bacana.
Mas praia, praia não é, né?
Voie Georges Pompidou
Academia?
Espreguiçadeiras no deck
Pra refrescar
Praia de grama
Praia de areia
Brasil!
A piscina
Aula de dança de salão. Destaque para as duas senhorinhas gêmeas de cabelo vermelho, que vestiam até roupa e bolsa igual
A "praia" de mais ou menos 3 km se estende pelas margens do rio Sena, entre a Pont des Arts e a Pont de Sully. Com o slogan Un été solidaire (um verão solidário), a proposta da Paris Plages é proporcionar lazer e cultura para todos. No cardápio, atividades culturais e esportivas diversas para entreter parisienses e turistas, adultos e crianças.
E o povo aproveita mesmo. Hoje fez um baita sol e um calorzinho gostoso, e estava impossível achar uma espreguiçadeira ou cadeira livre. Qualquer cantinho, fosse na areia, na grama ou nos decks de madeira, estava cheio de gente lendo, tomando sorvete, bebendo cerveja, lagarteando.
Confesso que estava bastante curiosa para ver a tal da "praia" (não consigo chamar o lugar de praia, sem as aspas), e até que a idéia é bem bacana.
Mas praia, praia não é, né?
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Cantadas
Franceses falam cantando. Principalmente frases curtas e saudações, como bonjour, merci, au revoir.
Dito isso, tenho que contar que essa semana eu literalmente recebi uma cantada de um grupo de bombeiros. Estava passeando numa rua aqui perto de casa com a minha mãe quando ouço um homem entoar um "Bonsoir..." super animado. Quando eu olhei, os três emendaram: "... nous sommes les pompiers!". Mas foi meio que assim: "BON-soiiiir... nous sommes les POM-pieeeeers!". Achei hilário, me escangalhei de rir.
Aliás, "se escangalhar de rir" é uma expressão genial.
Eu me escangalho de rir
Tu te escangalhas de rir
Ele se escangalha de rir
Nós nos escangalhamos de rir
Vós vos escangalhais de rir
Eles se escangalham de rir
Perdoem a digressão e a próclise. Estou dispersa hoje, deve ser o calor.
Então. Por aqui as pessoas ficam assim, engraçadinhas, quando o tempo começa a esquentar. Outro exemplo de hoje mesmo: fui de manhã levar mamãe no aeroporto e pedi no caixa do metrô um bilhete de ida-volta pro aeroporto Charles de Gaulle. A resposta do atendente: "Ah, que bom, você volta pra me ver!".
Cantando, claro.
Dito isso, tenho que contar que essa semana eu literalmente recebi uma cantada de um grupo de bombeiros. Estava passeando numa rua aqui perto de casa com a minha mãe quando ouço um homem entoar um "Bonsoir..." super animado. Quando eu olhei, os três emendaram: "... nous sommes les pompiers!". Mas foi meio que assim: "BON-soiiiir... nous sommes les POM-pieeeeers!". Achei hilário, me escangalhei de rir.
Aliás, "se escangalhar de rir" é uma expressão genial.
Eu me escangalho de rir
Tu te escangalhas de rir
Ele se escangalha de rir
Nós nos escangalhamos de rir
Vós vos escangalhais de rir
Eles se escangalham de rir
Perdoem a digressão e a próclise. Estou dispersa hoje, deve ser o calor.
Então. Por aqui as pessoas ficam assim, engraçadinhas, quando o tempo começa a esquentar. Outro exemplo de hoje mesmo: fui de manhã levar mamãe no aeroporto e pedi no caixa do metrô um bilhete de ida-volta pro aeroporto Charles de Gaulle. A resposta do atendente: "Ah, que bom, você volta pra me ver!".
Cantando, claro.
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terça-feira, 23 de junho de 2009
Diálogos de noites com sol
Esse negócio de escurecer tarde pode criar umas situações meio surreais.
– Maíra, vamos logo, nossa reserva pro jantar tá marcada pra 20h30!
– Peraí, Rafael, só tô terminando de passar o filtro solar.
(...)
– Bonjour!
– Bonsoir, mademoiselle.
– Bonsoir? Tá de dia.
– Mademoiselle, são 21h.
– Ok, bonsoir. E é madame, tá?
– Pardon.
– Você que começou.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
Caca chez Paul
Lembra daquela propaganda da Glade na qual o menininho queria fazer cocô na casa do Pedrinho?

Então. Existe na França também, só que aqui o guri quer fazer caca chez Paul. Super globalizado.
Então. Existe na França também, só que aqui o guri quer fazer caca chez Paul. Super globalizado.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Rugby também é amor
The Kiss, por Cedric Delsaux. Fotografia vendida no site da Yellow Korner.
Um scrum diferente
Detalhe da foto
Um scrum diferente
Detalhe da foto
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domingo, 3 de maio de 2009
O coelho rosa do metrô de Paris
O Coelho Rosa do metrô, ou Lapin Rose, é uma instituição parisiense. De acordo com a Wikipedia francesa, ele foi criado no começo da década de 80 para alertar o público jovem sobre o perigo de prender as mãos na porta do metrô. O adesivo diz: "Não coloque tuas mãos na porta: você pode se machucar bem forte".

Claro que, como todo ícone, ele tem diversas releituras e paródias. Essa aí abaixo eu achei no blog Café Paris.



Já esse vídeo aí embaixo é de um gaiato que se fantasiou de coelho rosa e fez a sua própria interpretação do ato de prender as mãos na porta. Bem engraçado!

Claro que, como todo ícone, ele tem diversas releituras e paródias. Essa aí abaixo eu achei no blog Café Paris.



Já esse vídeo aí embaixo é de um gaiato que se fantasiou de coelho rosa e fez a sua própria interpretação do ato de prender as mãos na porta. Bem engraçado!
terça-feira, 28 de abril de 2009
Chèque annulé
A burocracia francesa é um troço muito esquisito mesmo. Aqui eles exigem pra tudo um documento chamado RIB (Relevé d'Identité Bancaire), que é um papel com as suas coordenadas bancárias, como número de conta, agência, nome do titular, endereço do banco. Até aí, tudo bem. O que eu achei bizarro foi o tal do chèque annulé que algumas instituições pedem. Trata-se de um cheque anulado, como o nome em francês já dá a entender, e você tem que preenchê-lo com "zero" e "annulée". Serve para informar as suas coordenadas bancárias, como número de conta, agência, nome do titular, endereço do banco. Alguma semelhança com o RIB?
Mas isso ainda não é o pior. A incoerência é que às vezes eles pedem o RIB e o chèque annulé. Não sei se eu tenho cara de quem falsifica RIB ou se alguns prestadores de serviço são paranóicos, mas já aconteceu comigo. Ou então, vai ver, eles se divertem com a desgraça alheia.
A propósito, aqui eles usam muito cheque. Não sei se é porque tem que pagar uma mensalidade pra usar o cartão de débito (uns 11€ por mês) ou se é hábito mesmo. Então, aqui vai um servicinho de utilidade pública pra variar um pouco das baboseiras: como preencher um cheque francês (é bem parecido com o cheque brasileiro, mas a formatação é um pouco diferente). A fonte da informação é o site Lost in France.

1) Payez contre cheque: Aqui é onde se escreve o valor do cheque por extenso. Pode-se escrever os centavos em letras ou números.
2) €: O valor em números.
3) À: O nome da pessoa ou empresa a quem se destina o cheque.
4) Fait à (ou só À): A praça (cidade) onde o cheque foi preenchido.
5) Le: Data do cheque.
6) Signature: Assinatura. Atenção, porque às vezes não tem escrito Signature, só tem um espaço maior em branco onde se supõe que tem que assinar.
Mas isso ainda não é o pior. A incoerência é que às vezes eles pedem o RIB e o chèque annulé. Não sei se eu tenho cara de quem falsifica RIB ou se alguns prestadores de serviço são paranóicos, mas já aconteceu comigo. Ou então, vai ver, eles se divertem com a desgraça alheia.
A propósito, aqui eles usam muito cheque. Não sei se é porque tem que pagar uma mensalidade pra usar o cartão de débito (uns 11€ por mês) ou se é hábito mesmo. Então, aqui vai um servicinho de utilidade pública pra variar um pouco das baboseiras: como preencher um cheque francês (é bem parecido com o cheque brasileiro, mas a formatação é um pouco diferente). A fonte da informação é o site Lost in France.

1) Payez contre cheque: Aqui é onde se escreve o valor do cheque por extenso. Pode-se escrever os centavos em letras ou números.
2) €: O valor em números.
3) À: O nome da pessoa ou empresa a quem se destina o cheque.
4) Fait à (ou só À): A praça (cidade) onde o cheque foi preenchido.
5) Le: Data do cheque.
6) Signature: Assinatura. Atenção, porque às vezes não tem escrito Signature, só tem um espaço maior em branco onde se supõe que tem que assinar.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Labradores e jaquetas
Passeando com a Maíra na Boulevard Montmartre, vimos vários ônibus estacionados num local não tão turisticamente convidativo quanto o usual, isto é: com museus e/ou jardins. Eram adolescentes indo ao Hard Rock Café Paris. Coisa da década de 90, quando a moda era ter o casaco jeans da marca ou pelo menos um moletonzinho. Na escala de poder de fogo tinha ainda o casaco jeans com as mangas em couro (classe média-plus) e o inteiro em couro (classe média-plus-gold).
Pois bem, o que me chamou a atenção não foi a garotada ou o Hard Rock Café e sim o nome do ônibus: Rona Bus. Rona é o nome da minha labradora, agora sendo criada e desregulada socialmente por seus avós e tios no Brasil. São 50 quilos de “coisa preta”, como diria meu pai, abanando o rabo e parecendo muitíssimo feliz o tempo todo. Adoro quando vejo um por aqui, principalmente sem coleira. Cachorro andando sem coleira na rua é pra mim o equivalente a ver um garoto de 5 anos descascando Beethoven no piano. Senão melhor!
O porquê do nome Rona? Ora bolas, porque ela é uma cachorRONA!
O Rona Bus
A Rona
Rona e Branca
Pois bem, o que me chamou a atenção não foi a garotada ou o Hard Rock Café e sim o nome do ônibus: Rona Bus. Rona é o nome da minha labradora, agora sendo criada e desregulada socialmente por seus avós e tios no Brasil. São 50 quilos de “coisa preta”, como diria meu pai, abanando o rabo e parecendo muitíssimo feliz o tempo todo. Adoro quando vejo um por aqui, principalmente sem coleira. Cachorro andando sem coleira na rua é pra mim o equivalente a ver um garoto de 5 anos descascando Beethoven no piano. Senão melhor!
O porquê do nome Rona? Ora bolas, porque ela é uma cachorRONA!
A Rona
Rona e Branca
terça-feira, 14 de abril de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Insetos
Agora que reparei que, desde que cheguei aqui, não vi nenhum inseto. Nenhum, nem formiguinha. Será que é porque é inverno? No Brasil, formiga não respeita esse negócio de estação, não.
Acho que até as formigas francesas são mais sérias do que as brasileiras.
Acho que até as formigas francesas são mais sérias do que as brasileiras.
domingo, 1 de março de 2009
Paris by night
Sábado à noite, primeira saída em Paris: fui com Cid e Virginie para uma boate chamada Social Club lá pros lados da Bourse. O DJ era chato demais e a música idem, mas mesmo assim me diverti observando o comportamento das pessoas na noite parisiense. Algumas figuras são clássicas em qualquer lugar: o arroz-de-festa flanando em todas as meninas presentes, o tímido que fica no cantinho desejando ter a cara de pau do arroz-de-festa, o mauricinho que olha todo mundo de cima, o alternativo com camisa de banda que só ele conhece. Até aí, normal. Foram as diferenças de estilo e comportamento que me interessaram.
Pra começar, aqui eles não têm ritmo. Não têm, ponto. Algumas pessoas até dançam na batida da música, mas a maioria abstrai o que está tocando e inventa sua própria cadência, algo entre uma sacudida e uma tentativa de rebolado.
O jeito de se vestir de alguns é peculiar, já que certos meninos não largam de seus chapéus e certas meninas não abrem mão de suas echarpes nem mesmo numa pista de dança quente. E não vi ninguém suado, hein!
Também achei surpreendente a intimidade que as pessoas de um mesmo grupo pareciam ter entre si, já que cada hora que eu olhava, achava um novo par formado entre as mesmas pessoas. Do tipo: “Ih, a loirinha pegou o cabeludo. Não, acho que ela está com o ruivo. Ué, ela ta pegando a japa? Ah, não, acho que ela ta ficando com aquele outro cabeludo. Quem ta pegando o ruivo é a japa.” Na verdade, em nenhuma das interações vi beijo, então acho que na real ninguém estava pegando ninguém, o que é ainda mais curioso. Não que dançar com outra pessoa de forma, digamos, sensual, seja incomum no Brasil; só não achei que fosse comum na França. E de certa forma, é um tipo de sensualidade diferente, que aparenta um pouco forçada. Como contraponto, por exemplo, os espanhóis também dançam colado e às vezes são pares de pessoas que nem se conhecem entre si, mas isso lá me pareceu mais natural do que aqui. Ou talvez eu esteja viajando, sei lá.
Agora diferente mesmo foi andar do 2ème até o 7ème a pé às 03h30 da manhã sem medo de ser assaltada. Cansativo, mas impagável.
Pra começar, aqui eles não têm ritmo. Não têm, ponto. Algumas pessoas até dançam na batida da música, mas a maioria abstrai o que está tocando e inventa sua própria cadência, algo entre uma sacudida e uma tentativa de rebolado.
O jeito de se vestir de alguns é peculiar, já que certos meninos não largam de seus chapéus e certas meninas não abrem mão de suas echarpes nem mesmo numa pista de dança quente. E não vi ninguém suado, hein!
Também achei surpreendente a intimidade que as pessoas de um mesmo grupo pareciam ter entre si, já que cada hora que eu olhava, achava um novo par formado entre as mesmas pessoas. Do tipo: “Ih, a loirinha pegou o cabeludo. Não, acho que ela está com o ruivo. Ué, ela ta pegando a japa? Ah, não, acho que ela ta ficando com aquele outro cabeludo. Quem ta pegando o ruivo é a japa.” Na verdade, em nenhuma das interações vi beijo, então acho que na real ninguém estava pegando ninguém, o que é ainda mais curioso. Não que dançar com outra pessoa de forma, digamos, sensual, seja incomum no Brasil; só não achei que fosse comum na França. E de certa forma, é um tipo de sensualidade diferente, que aparenta um pouco forçada. Como contraponto, por exemplo, os espanhóis também dançam colado e às vezes são pares de pessoas que nem se conhecem entre si, mas isso lá me pareceu mais natural do que aqui. Ou talvez eu esteja viajando, sei lá.
Agora diferente mesmo foi andar do 2ème até o 7ème a pé às 03h30 da manhã sem medo de ser assaltada. Cansativo, mas impagável.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Censo
Dia desses veio o moço do recenseamento do 7ème arrondissement com uns questionários pra gente responder. Tentei explicar pra ele que a gente tinha acabado de se mudar e que nossos dados realmente não iam fazer diferença naquele momento, mas ele acabou voltando no dia seguinte e foi irredutível: os papéis tinham que ser preenchidos e problema meu que eu me mudei tem dois dias e não falo francês. Ok, monsieur, você venceu.
Pra começar, era necessário listar os moradores do apartamento. Através de uma historinha didática, descubro que tenho que me descrever assim:
NOM: KIMURA, épouse PESSURNO
PRÉNOM: Maíra
Depois, uma série de perguntas praticamente íntimas. Onde você nasceu? Quando? Trabalha? Se trabalha, onde? Qual é o seu cargo? E quanto ganha? Qual é o endereço da sua empresa? Se não trabalha, por que? Anda a pé ou de metrô? Só faltou perguntar a cor da calcinha e se a mãe vai bem.
O moço veio buscar os questionários preenchidos lá pra umas 10 da noite e ficou checando se estavam completos. Se for um psicopata, rodei, porque agora ele sabe quem eu sou, meus hábitos, meu endereço e a minha história desde o berço. Mas vai ver que no primeiro mundo eles fazem assim e eu que sou paranóica, sei lá.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Curiosidades: propagandas de destinos turísticos
Não é exclusividade da França, eu sei. Mas acho muito interessante os anúncios de destinos turísticos que veiculam aqui em todo canto: TV, revista, até no metrô! Os comerciais de TV geralmente são super-produções cinematográficas, mostrando paisagens sensacionais e muita gente bonita.
Claro que os maiores anunciantes desse segmento são países mais, digamos, desconhecidos do público europeu. Até agora já vi propaganda do Azerbaijão, da Macedônia, da Martinica e de alguns países da África.
Alguns exemplos:

Azerbaijão
Macedônia
Claro que os maiores anunciantes desse segmento são países mais, digamos, desconhecidos do público europeu. Até agora já vi propaganda do Azerbaijão, da Macedônia, da Martinica e de alguns países da África.
Alguns exemplos:
Azerbaijão
Macedônia
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