Não, o psicopata francês não me matou. Aliás, ele até sossegou depois que eu mandei um SMS dizendo que eu tenho o número dele e que se ele continuar a me amolar eu vou prestar queixa à polícia. Em francês. Meu primeiro SMS em francês.
Mas nem era isso que eu ia contar.
A razão do meu sumiço é muito mais legal. Eu tenho passado os dias passeando por aí com a família Kimura, que não aguentou de saudades de moi e veio pra Paris. Oba! Bruno e Dani chegaram na sexta retrasada e mamãe e papai no dia seguinte, e em uma semana já fomos em praticamente todos os lugares turísticos da cidade. Pra melhorar, Rafael voltou de Angola na sexta! Com tudo isso acontecendo, acabei não tendo tempo pra escrever. Mas fotos virão em breve.
Papai foi embora ontem, e agora estamos no trem indo pra Marseille! Depois eu conto mais. Digitar no celular é meio chato.
Mostrando postagens com marcador visitas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador visitas. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Escargots e o Le Procope
Eu finalmente comi escargot. Foi quando a Flavia esteve aqui, há pouco mais de duas semanas, mas eu tinha esquecido de contar. Aliás, só lembrei por uma associação um tanto quanto bizarra: sonhei essa noite que estava comendo a moqueca de camarão do Berbigão (hmmm...) e não sei porque lembrei dos caramujinhos. E pra falar a verdade, prefiro a moqueca de camarão lá de Jurujuba. A gente sai de Niterói, mas Niterói não sai da gente :-)
Pois bem, comi e até achei bom depois que eu abstraí o fato de estar comendo uma criatura rastejante. O gosto da carne parece o de um fruto do mar genérico, e o que dá o gostinho mesmo é aquela manteiga de ervas deliciosa que vem recheando cada concha. Mas de toda forma ainda tinha um tempero a mais quando eu degustei a entrada tão tradicional aqui da França, já que esta degustação se passou no Le Procope.
O restaurante Le Procope é um dos mais antigos de Paris. Ele foi inaugurado em 1686 pelo italiano Francesco Procopio dei Coltelli num ponto que na época já era super in: Saint German, ali onde hoje é a rue de l'Ancienne Comédie, perto do Odéon. Pela sua proximidade com a Comédie Française, acabou virando ponto de encontro de uns sujeitos como La Fontaine, Molière, Racine, Piron, Destouches, d'Alembert, Voltaire, Rousseau e Diderot, só para citar alguns nomes.
Benjamin Franklin redigiu ali a declaração de independência dos Estados Unidos.
Durante a Revolução Francesa, os frequentadores eram Robespierre, Danton, Hébert, Marat e Desmoulins. Era ali que Marat redigia e imprimia seu jornal "L'ami du peuple", fato que hoje está anunciado na vitrine do restaurante. Foi dali que partiu a ordem dos ataques às Tuileries, em 20 de junho e 16 de agosto de 1792.
Conta a lenda ainda que Napoleão Bonaparte muitas vezes deixava seu chapéu no Le Procope como garantia da conta. Tem um lá exposto, fazendo supor que em pelo menos uma das vezes ele deu calote.
Em seu tempo, Balzac, Victor Hugo, Verlaine, George Sand e Anatole France também paravam ali para tomar um café e discutir a vida, a existência, o mundo.
E eu fui lá. Comer escargot e debater idéias nada iluministas ou revolucionárias ou intelectuais com a Flavia. Mas fina, fina toda vida, e feliz de estar num lugar tão cheio de história.
As criaturas
O garçom de bigodes de pontas viradas do Le Procope, mais parisiense impossível. Se você procurar "garçom francês" no Google, deve aparecer a foto dele
Não viu o bigode direitinho? Olha aqui, ó
Pois bem, comi e até achei bom depois que eu abstraí o fato de estar comendo uma criatura rastejante. O gosto da carne parece o de um fruto do mar genérico, e o que dá o gostinho mesmo é aquela manteiga de ervas deliciosa que vem recheando cada concha. Mas de toda forma ainda tinha um tempero a mais quando eu degustei a entrada tão tradicional aqui da França, já que esta degustação se passou no Le Procope.
O restaurante Le Procope é um dos mais antigos de Paris. Ele foi inaugurado em 1686 pelo italiano Francesco Procopio dei Coltelli num ponto que na época já era super in: Saint German, ali onde hoje é a rue de l'Ancienne Comédie, perto do Odéon. Pela sua proximidade com a Comédie Française, acabou virando ponto de encontro de uns sujeitos como La Fontaine, Molière, Racine, Piron, Destouches, d'Alembert, Voltaire, Rousseau e Diderot, só para citar alguns nomes.
Benjamin Franklin redigiu ali a declaração de independência dos Estados Unidos.
Durante a Revolução Francesa, os frequentadores eram Robespierre, Danton, Hébert, Marat e Desmoulins. Era ali que Marat redigia e imprimia seu jornal "L'ami du peuple", fato que hoje está anunciado na vitrine do restaurante. Foi dali que partiu a ordem dos ataques às Tuileries, em 20 de junho e 16 de agosto de 1792.
Conta a lenda ainda que Napoleão Bonaparte muitas vezes deixava seu chapéu no Le Procope como garantia da conta. Tem um lá exposto, fazendo supor que em pelo menos uma das vezes ele deu calote.
Em seu tempo, Balzac, Victor Hugo, Verlaine, George Sand e Anatole France também paravam ali para tomar um café e discutir a vida, a existência, o mundo.
E eu fui lá. Comer escargot e debater idéias nada iluministas ou revolucionárias ou intelectuais com a Flavia. Mas fina, fina toda vida, e feliz de estar num lugar tão cheio de história.
Não viu o bigode direitinho? Olha aqui, ó
domingo, 12 de abril de 2009
Parc Astérix
É necessário confessar que a ida ao Parc Astérix ocorreu um dia depois da degustação da cerveja Deus. É necessário ainda acrescentar que a Deus não foi a única bebida que provamos naquela fatídica véspera, pois ainda tínhamos um bom estoque de cervejas belgas no armário. Então foi num clima de pouco sono e alguma ressaca que acordamos no sábado para ir para o parque de diversões do Astérix.
O parque é dividido em cinco "mundos": La Gaule, L'Empire Romain, La Grèce, Les Vikings e A travers le Temps. As melhores atrações do parque são, sem dúvida, as montanhas russas. Só que, mesmo tendo me divertido um bocado, fiquei com dores de cabeça fortes depois de cada uma delas.
Começamos pela Tonnerre de Zeus, que é uma montanha russa de madeira no mundo da Grécia, e cujo nome traduzido é Trovão de Zeus. As montanhas russas de madeira são conhecidas por não terem looping, por serem bem velozes e... por balançarem bastante! Aparentemente, estes são os baratos da Tonnerre de Zeus: os estalos, as quedas velozes, as viradas bruscas. Quando vi a foto que tiraram numa das quedas mais toscas do brinquedo, me assustei com a cara de pânico que eu fiz. Achei esse brinquedo muito turbulento e, mesmo se não tivesse fila, não iria de novo.
Tonnerre de Zeus
Pânico
De lá fomos para alguns brinquedos mais leves, porque eu, Rafael e Luiz estávamos totalmente desconcertados. Só a Dani, que não tinha bebido na véspera, queria repetir a dose, mas teve que ter pena dos moribundos e desistir da idéia.
Fomos no Défi de César, uma atração do Império Romano que começa com uma sessão de fotos da gente, que são em seguida inseridas num desenho animado que nos mostra como se fôssemos da legião romana. É engraçado. Passeamos pela Gália, onde fica a fofa vila do Astérix, e pouco depois resolvemos encarar a próxima montanha russa: La Trace du Hourra. Essa é uma delícia! Não sei explicar como funciona isso, mas ela não tem trilhos, e mesmo assim o carrinho vai deslizando bem rápido. Sensacional. De lá, corremos para o mundo dos Vikings para andar na Goudurix, a terceira e última montanha russa. Essa tem sete loopings, um atrás do outro, e também é bem legal.
Goudurix
A única coisa que achei chata no parque foi a desorganização das filas. Espera-se muito tempo para andar em cada brinquedo, e quando a gente chega lá na porta de cada um, a fila se divide em várias pequenas filas, uma para cada carrinho. Na primeira vez a gente não sabia o que fazer e várias pessoas saíram correndo na nossa frente. Também aconteceu de cairmos na fila do carrinho que tinha banco quebrado, e aí demorou mais para entrarmos porque ia menos gente. Mas, enfim, fora a dor de cabeça e as filas, foi um dia bem divertido.
O parque é dividido em cinco "mundos": La Gaule, L'Empire Romain, La Grèce, Les Vikings e A travers le Temps. As melhores atrações do parque são, sem dúvida, as montanhas russas. Só que, mesmo tendo me divertido um bocado, fiquei com dores de cabeça fortes depois de cada uma delas.
Começamos pela Tonnerre de Zeus, que é uma montanha russa de madeira no mundo da Grécia, e cujo nome traduzido é Trovão de Zeus. As montanhas russas de madeira são conhecidas por não terem looping, por serem bem velozes e... por balançarem bastante! Aparentemente, estes são os baratos da Tonnerre de Zeus: os estalos, as quedas velozes, as viradas bruscas. Quando vi a foto que tiraram numa das quedas mais toscas do brinquedo, me assustei com a cara de pânico que eu fiz. Achei esse brinquedo muito turbulento e, mesmo se não tivesse fila, não iria de novo.
De lá fomos para alguns brinquedos mais leves, porque eu, Rafael e Luiz estávamos totalmente desconcertados. Só a Dani, que não tinha bebido na véspera, queria repetir a dose, mas teve que ter pena dos moribundos e desistir da idéia.
Fomos no Défi de César, uma atração do Império Romano que começa com uma sessão de fotos da gente, que são em seguida inseridas num desenho animado que nos mostra como se fôssemos da legião romana. É engraçado. Passeamos pela Gália, onde fica a fofa vila do Astérix, e pouco depois resolvemos encarar a próxima montanha russa: La Trace du Hourra. Essa é uma delícia! Não sei explicar como funciona isso, mas ela não tem trilhos, e mesmo assim o carrinho vai deslizando bem rápido. Sensacional. De lá, corremos para o mundo dos Vikings para andar na Goudurix, a terceira e última montanha russa. Essa tem sete loopings, um atrás do outro, e também é bem legal.
A única coisa que achei chata no parque foi a desorganização das filas. Espera-se muito tempo para andar em cada brinquedo, e quando a gente chega lá na porta de cada um, a fila se divide em várias pequenas filas, uma para cada carrinho. Na primeira vez a gente não sabia o que fazer e várias pessoas saíram correndo na nossa frente. Também aconteceu de cairmos na fila do carrinho que tinha banco quebrado, e aí demorou mais para entrarmos porque ia menos gente. Mas, enfim, fora a dor de cabeça e as filas, foi um dia bem divertido.
Marcadores:
frança,
passeios,
região île-de-france,
viagens,
viagens curtas,
visitas
sábado, 4 de abril de 2009
Caminho espiritual
É com imensa satisfação que informo a vocês que, após longa peregrinação, encontrei Deus. A jornada começou quando tomei conhecimento de Sua existência em Friburgo, mas na ocasião eu não tinha a sobriedade nem os recursos necessários para absorver Sua essência. Busquei Deus em muitos lugares após esta ocasião, mas quis o destino que eu só O encontrasse em Bruges, na companhia de Rafael, Luiz e Dani, que também estavam presentes no nosso primeiro contato em Friburgo. Nada é por acaso.

Experimentar a cerveja Deus é uma experiência rara e cara. No Brasil, uma garrafa custa quase R$ 300 no único bar em que já a encontrei, o Braun & Braun de Friburgo. Na Bélgica, nos custou 19€ numa loja especializada. Não é barato em relação a outras cervejas, mas se comparado com o preço de alguns vinhos e champanhes, é até razoável. O seu processo de fabricação é semelhante ao do champanhe, o que dá a ela um sabor um pouco adocicado e uma efervescência muito parecida com a do espumante. O gosto da Deus é bem suave, apesar de seu teor alcoólico ser de respeitáveis 11,5%, mais alto do que a maioria das cervejas que conheço. E só o fato de beber uma cerveja tão exclusiva já dá todo um gostinho a mais à degustação. Experiência divina, de fato.
Experimentar a cerveja Deus é uma experiência rara e cara. No Brasil, uma garrafa custa quase R$ 300 no único bar em que já a encontrei, o Braun & Braun de Friburgo. Na Bélgica, nos custou 19€ numa loja especializada. Não é barato em relação a outras cervejas, mas se comparado com o preço de alguns vinhos e champanhes, é até razoável. O seu processo de fabricação é semelhante ao do champanhe, o que dá a ela um sabor um pouco adocicado e uma efervescência muito parecida com a do espumante. O gosto da Deus é bem suave, apesar de seu teor alcoólico ser de respeitáveis 11,5%, mais alto do que a maioria das cervejas que conheço. E só o fato de beber uma cerveja tão exclusiva já dá todo um gostinho a mais à degustação. Experiência divina, de fato.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Fotos dos passeios com Lud, Fernando e Noëmi
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Primeira visita
E inauguramos a temporada de visitas! Por uma bela surpresa, recebi ontem um recadinho de Lud no Orkut e combinamos de sair hoje. Ela está aqui a trabalho para participar de uma feira de tendências de moda.
Bebemos muito vinho, comemos bem, rimos e fofocamos pra caramba e ainda descobrimos que clementines são tangerinas, e que custam quase 8 euros no menu de sobremesas no restaurante que fomos!
Estão aí as fotinhas. A gente aqui em casa...
Bebemos muito vinho, comemos bem, rimos e fofocamos pra caramba e ainda descobrimos que clementines são tangerinas, e que custam quase 8 euros no menu de sobremesas no restaurante que fomos!
Estão aí as fotinhas. A gente aqui em casa...
Assinar:
Postagens (Atom)

